Sociobiologia>A Mulher e a Vergonha do Seu Corpo

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A Mulher e a Vergonha do Seu Corpo

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

                        Texto de Mário Giudicelli 

 

 

                        As continuadas viagens de um repórter internacional pelo mundo inteiro e as observações do sóciobiologista permitem ao jornalista um universo de curiosas e divertidas informações geralmente não observadas pelo público que sempre vive na mesma região e que se acostuma com os seus acontecimentos diários, sem dar-se conta da realidade do comportamento humano em todo o planeta e como os fetiches da inteligência exibem doentias e antinaturais formas de comportar-se em face dos seus naturais instintos, determinados pela natureza.

                Uma dessas curiosas constatações é a forma como a mulher, dentro da capa cultural humana, se submete facilmente ao domínio do homem, não, apenas, deixando-se explorar e dominar, como aceitando, aparentemente com prazer, ou pelo menos com subserviência, o machismo masculino. Essa subserviência se manifesta de numerosas maneiras. No Oriente Médio, por exemplo, onde o intolerável machismo atinge as raias do absurdo, alguns muçulmanos fundamentalistas mandam cortar o clítoris das meninas, aparentemente porque acham que com essa operação dominam a libido feminina, e, assim, as crianças podem posteriormente ser  “vendidas” ou entregues pelos pais ao  noivo, com a garantia de que esta, por supostamente não ter mais prazer sexual,  será uma espécie de escrava obediente de seu marido, que faz dela o que quiser. E o desastroso comportamento de alguns seguidores do Islã, ali está presente para confirmar e apoiar o domínio machista

                No Brasil, de um modo geral,, devido à poderosa influência de incomuns interpretações de conceitos contidos nos ensinamentos religiosos regidos pela Bíblia, que sexo é pecado, que Eva levou Adão ao pecado, que seu corpo ora é sujo ( devido à menstruação) ou então que deve escondê-lo de todas as formas, porque se torna indecente exibi-lo. Claro que tais brutalidades contra a mulher variam muito de região para região.  Nas áreas interioranas de estados que não têm acesso à praia, nenhuma mulher ousa exibir seu bikini fora da restrita piscina e a idiótica canga predomina, no instante em que esta sai da água ou da área da própria piscina. No entanto, a carioca mais liberta , com praias por todo o lado, já perdeu grande parte de suas inibições, podendo caminhar pelas ruas internas da praia de Copacabana sem estar coberta pela canga e sem  ser agredida pela sociedade local. Mas o mais interessante aspecto e nem sequer observado pelas próprias mulheres ( e muitas vezes vigorosamente negado até por elas  próprias que cobrem o rosto com o chaddor nas ruas de Teerã) é que tal comportamento realmente revela a facilidade com que as mulheres compram a idéia da indecência ou imoralidade de seu próprio corpo. Nas minhas frequentes andanças pelo Brasil, embora  sendo um residente da Flórida, noto nas praias do Guarujá que a paulistana não consegue se livrar da canga. Bastou sair da água e ela imediatamente  cobre suas pernas sem dar-se conta de que com isso está afirmando ter vergonha de seu próprio corpo.

 Caminhando pela praia das Pintangueiras dessa formosa região, tenho entrevistado mulheres de todas as idades e ouço todo o tipo de argumento em defesa do uso desse trapo de pano, sem que jamais uma mulher confesse que sente vergonha de si mesma. Algumas chegam até ao cúmulo de afirmar que a canga tem até um propósito erótico, pois esconde aquilo que os homens aparentemente desejariam olhar. Tudo, no entanto, não passa de “wishful thinking”. Afinal o ser humano, entre todas as espécies animais, é o único que mente para si mesmo e acredita na mentira.

Um grande número de brasileiros, levado pelo faz de conta de Hollywood e  pelos “dramas" da TV, julgam que os Estados Unidos são o país da liberdade sexual e onde a mulher tem muito mais direitos. Ledo engano. A poderosa e trágica influência dos numerosos grupos puritano protestantes, sobretudo aquela parte do sul onde predominam os fundamentalistas, levados ao enorme esforço para arrecadar dinheiro das massas desinformadas e geralmente ignorantes de ciência ( que é torpedeada de todas as maneiras a ponto dessa matéria ser muitas vezes proibida nas escolas públicas)  chegam ao cúmulo de determinar que sua polícia prenda mulheres que usem um fio dental nas praias. Apresentar uma mulher na televisão pública do tipo da mulata conhecida como Globeleza, ou exibir cenas do animado e alegre carnaval carioca, são acontecimentos impossíveis nos Estados Unidos. Como resultado disso, algumas mulheres americanas mais ousadas e não tendo acesso à informação científica correta, reagem deixando-se levar para o extremo oposto, caindo então no atual absurdo, onde um modesto gracejo na rua pode levar um homem à prisão ou a multas elevadíssimas. A consequência disso é que, para espanto e choque dos brasileiros que visitam esse país,  hoje em dia predomina uma enorme distanciamento nas relações entre homens e mulheres, o que mais ainda torna a vida sexual nos Estados Unidos um enorme desastre, conforme nos confirmam os dados estatísticos. Ao mesmo tempo que a mulher agora começa a ganhar mais dinheiro e a tornar-se independente financeiramente do marido ou dos homens de um modo geral,  o carinhoso e atrativo interesse de parte a parte, que normalmente deveria produzir uma sociedade mais feliz, ao contrário torna essa sociedade uma das que têm altíssimo nível de doenças nervosas e úlceras estomacais, pois o puritanismo protestante, em seu ódio contra o sexo, e desrespeitando os comandos da natureza, pretende fazer dos homens e mulheres nessa nação indivíduos assexuados e odiando-se mutuamente na luta pelo emprego e pela segurança econômica. Um desastre que muito poucas mulheres ainda não aprenderam a identificar ou a tentar livrar-se dele.

 

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eric@gnet.com.br


 


 
 
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