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A Pequenez Humana

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

                                                                       A RAPIDEZ DA VIDA

 

                                       Texto de Mário Giudicelli

                                        20 de Dezembro de 2007

 

 

            A vida nunca  me deixa  de parecer como alguma coisa inesperada e... porque, não dizer, muito pouco agradável. Fiquei pensando nestes últimos dias porque tememos tanto a morte, quando na realidade ela é apenas um episódio, nem bom nem mau, de nossa existência. Tudo começou quando esta semana , depois de aprender com um amigo como baixar filmes no meu computador, acabei por conseguir colocar na sua memória uma dúzia de filmes variados e dos mais interessantes, que venho vendo desde minha juventude, lá pelos anos de 1935 a 1945 . Um dos grandiosos filmes, que ficaram na minha memória, foi  STATE FAIR, uma história bobinha passada numa cidadezinha do estado do meio oeste americano, de Iowa. Seus principais atores, isto é, aqueles dois que me ficaram  bem na memória, foram  Dana Andrews e a jovenzinha Jeanne Crain, por quem, aos 20 anos, fiquei perdidamente apaixonado, embora ela, com o passar dos anos, perdesse o lugar no meu coração, devido a uma mudança na minha preferência do tipo  feminino, que eu mais gostava. Em outras palavras,  aquela beleza de um rosto realmente encantador, da atriz Jeanne Crain, foi substituída com o passar dos meses, pelo corpo bem maior e mais arredondado de uma francesa, que foi hóspede em minha casa, alguns anos depois, 

 

        Mas o que importa notar, voltando novamente  ao meu novo e recente método descoberto de capturar filmes passando-os para a tela do meu computador, foi que nesta semana , inesperadamente, me recordei  do filme citado acima, baixei-o e com grande prazer me transportei para os anos 40 e para os deliciosos momentos quando, sentado no cinema Metro, do Rio de Janeiro, vivia, imaginariamente, agarrado aos macios e deliciosos braços da atriz norte-americana.  Minha história, no entanto, não termina ai e, bem ao contrário, é agora que a coisa pega. Pois o que sucedeu, foi que, logo após terminar de me extasiar com  State Fair, deu-me curiosidade de abrir então o programa GOOGLE  e ali procurei  pelo nome de Jeanne Crain e Dana Andrews, e, então, sofri um grande choque;   o galã bonitão nasceu  em 1918 e faleceu em l990, isto é, já lá se foram 17 anos.  Mon dieu, pensei eu. como pode ter morrido esse homem tão forte, tão belo e tão atlético!!!!. Mas ai analisei a coisa e comparando-o com a data do meu aniversário, agosto de 1925, até que eu achei possível que estivesse bem mais longe de mim do que eu pensava. Voltei ao GOOGLE e ai, então, datilografei o nome da atriz Jeanne  Crain, quando, surpreendido, li uma noticia que acabava de sair naquele instante: a belíssima morena de State Fair,  tinha morrido precisamente há uns 10 dias em Los Angeles, Califórnia, um  estado americano, onde estive exatamente há um mês. Mas o problema que me deixou meio atordoado, foi que ela nasceu no mesmo ano de 1925, e velha com os meus iguais 82 anos completos, faleceu de insuficiência cardíaca, um mal que igualmente me vem ameaçando há muitos anos,  mas que por alguma trapaça da natureza,  ainda não parou de bater aparentemente de forma vigorosa. Terminado o filme, dei alguns telefonemas para amigos e parentes e, curioso, observei que todos, sem exceção, não tinham a menor ideia de quem haviam sido Dana Andrews e menos ainda a belíssima Jeanne Crain. E ai  desabei.Ou melhor, pus-me a pensar na curteza e desimportância de cada um de nós em relação á vida. Várias coisas vieram então a minha memória: a primeira foi que o tempo , que passa tão lentamente quando estamos com oito ou dez anos de idade, mostra-se ligeiramente mais rápido quando atingimos os 20 anos e repentinamente nos vemos  velhos e acabados aos 80 anos. A observação curiosa que fiz então foi que  a juventude, a idade adulta mas ainda relativamente jovem, tudo isso, foi-se rapidamente  e agora aos 80 anos, vejo em todas as esquinas, quando passo pelas farmácias, ou vejo  cartazes de atores que faziam parte de minha vida,  já estão há muito falecidos enquanto que eu, ,,,,,,,sabendo que forçosamente terei que seguir o mesmo caminho,   custo a aceitar que de um momento para o outro também estarei  enterrado num  caixão, completamente esquecido, enquanto  que lá em cima, na rua, estarão passeando outros seres vivos, que não se dão conta de que o dia chegará quando , como eu, estarão também enterrados ´para sempre.

            Durante muitos anos  fiquei pensando o que nos move a todos  animais humanos a temermos tanto a morte. Minhas primeiras impressões,  sobretudo tão logo me libertei do vírus da religião, que me apanhou na juventude,  com certa fraqueza, visto que meus pais não davam realmente muita bola para esse mal das sociedades humanas,  não me haviam convencido que tal temor era um subproduto  do terror sobre a vida e os prazeres nela envolvidos. Esse foi o trabalho nefasto da  ação dos pregadores, que para melhor poderem explorar a ignorância das massas, a fim de poderem obter melhor arrecadação, ao prometerem uma segunda vida num céu maravilhoso, tinham naturalmente que tornar a vida um verdadeiro horror, aumentado, sobretudo, pelo temor da morte. Mas ao fazer meus estudos de sociobiologia, no Serenjeti da África, dei-me conta de que medo igual existe em todas as espécies, quando ameaçadas por algum outro animal predador. Consequentemente,o medo da morte não se devia apenas ao virus da religião, mas  era, sem dúvida, uma condição inata dos seres vivos. E, esse inexplicável medo é que nos acompanha, velhos com mais de 80 anos e, sobretudo, no meu caso, cuja natureza se recusa  a morrer. Consequentemente, como  não me lembro de quando nasci, e, certamente, como não me lembrarei depois de morto , o jeito é continuar procurando no GOOGLE os  meus heróis já mortos,  enquanto que eu   fico escondido no meu cantinho, com a esperança de que a morte não me apanhe por alguns anos a mais.


Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

A PEQUENEZ HUMANA

Crônica de MARIO GIUDICELLI

 

Estive vendo hoje um interessantissimo programa  do HISTORY CHANEL, em que durante uma hora, o locutor nos apresentou os notáveis aspectos cientificos  percebidos hoje com clareza pelo telescópio Hubble,. Com base nessas importantes informações cientificas, citarei aqui alguns detalhes que certamente apaixonarão os meus 38 leitores .

 

Nós, hoje, como sempre em toda história humana,  vemos a luz por toda a parte e temos uma boa noção do que significam as distãncias, geralmente medidas no mundo latino, em metros e centimetros. Tais medidas de distãncia como a noção do que seja a luz e tudo o mais que acreditamos  desde criança e que nos são ensinadas como temas de aprendizado,   como religião, patriotismo, moralidade nacional, fronteiras, bandeiras e medidas de altura,  distância ou largura, perdem completamente seu sentido, quando abrimos os nossos limitados olhos para o grandioso universo que mal conhecemos, através das poderosas lentes do espetacular telescópio Hubble.  Vou dar-lhes inicialmente abaixo alguns detalhes que deverão deixá-los realmente surpresos. Tomemos inicialmente  nossa noção de distância.   As pessoas, de um modo geral, sobretudo aquelas que residem nas áreas mais pobres e menos educadas,  não sabem dizer a diferença entre l50 e 300 metros ( como igualmente nada sabem sobre alturas ou larguras, embora esta parte fique hoje para outro comentário). Um subdetalhe desse desconhecimento  nos leva á curiosa pergunta que a maioria não percebe :  Qual seria a máxima distãncia  em que você reconheceria ou seria capaz de identificar uma pessoa conhecida ?  10, 100, l50, 300 ou 400 metros? A resposta correta, num dia  claro,  é de uns 100 metros, em média.

           

Uma outra pergunta interessante seria a seguinte:   Você já notou que quando vê um grande raio cair perto de sua casa, só percebe o ruído alguns segundos depois ? E sabe por quê ? Eu lhe dou a imediata resposta :  A luz produzida pelo raio percorre 300  mil quilômetros por segundo, enquanto que o som percorre, em dias normais,  por volta de 600 metros por segundo. Logo,  a luz do raio atinge seus olhos com muito, mas muito  mais velocidade, do que o som. Para que  você tenha uma ideia do que essa velocidade da luz realmente é,   basta dizer que se um raio de luz  fosse medido, o tempo que levaria para dar voltas em torno do planeta terra,  precisaria de dar cinco voltas e meia em torno do nosso planeta para atingir apenas um segundo. Por ai você imagina as chamadas distâncias estelares que a luz representa em termos de velocidade para, partindo de um ponto, atingir um outro ponto mais distante.

           

Esse conhecimento, certamente  relativo a nossa pequenez, em relação ao tamanho (também  igualmente relativo  ao nosso tamanho de ser humano) da imensidão do nosso planeta, fica ridiculamente pequeno, quando nos recordarmos que a distãncia ( em termos da velocidade da luz)  para podermos ver um raio de sol, que parte de uma das numerosas estrelas da constelação  Andrômeda,  levaria 24.000 anos-luz para chegar até nós. Observe , agora, que estamos falando não mais de um segundo-luz para dar cinco voltas e meia em torno da terra, mas sim 24.000 anos-luz para recebermos um sinal  da constelação Andrômeda, o que quer dizer:

 

1 segundo  =  300.000 km.

60 segundos  =  180.000.000 milhões de km.

60 minutos =   10.800.000.000  bilhões de km

24 horas  =    329.200.000.000 bilhões de km.

30 dias =       9.876.000.000.000 trlhões de km

365 dias        210.600.000.000.000  trilhões de km

24 anos       5.064.400.000.000.000 quatrilhões e 64 trilhões e 400                                     bilhões de km. 

 

Consequentemente, nossa pequenez humana nem de longe ´pode  supor o que significa essa enorme distância, muito além de nossa capacidade de cálculo ou imaginação. De um certo modo, por outro lado, poder-se-ia fazer uma espécie de diminuição para nossas modestas capacidades de raciocinio e calcular a mesma coisa dentro dos nossos parâmetros humanos ; Assim pensariamos que temos a distância entre a cidade de Paris e o  Rio de Janeiro. Teriamos uma fina agulha   como  peça de medição para fazer a seguinte pergunta : Quantas agulhas, colocadas uma ao lado da outra,  precisariamos para atingir as duas cidades? O número seria espantosamente imenso e nem sequer poderiamos atingir a um total  inteligivel.

 

Note-se, para chegarmos a um resultado ainda mais espantoso, que mencionamos  a mais próxima galáxia (Andrômeda), fora  de nossa constelação, que designamos como a Via Láctea, e essa  constelação esta logo ali em termos de distãncia, sobretudo, quando a compararmos com as mais distantes constelações captadas pelo poderoso Hubble. Isto porque, para darmos um toque ainda mais barbaramente enorme das  imensas distãncias estelares, bastaria dizermos este último detalhe cientifico, constatado  há poucos anos, após o lançamento do Hubble: um cientista norte-americano propôs que o Hubble voltasse seus olhos para a região mais vazia de constelações no universo e ali parasse suas lentes para,  tal com o fazemos com fotos tiradas com máquinas fotográficas de projeção prolongada, deixá-las abertas por 26 dias.  A visão do cientista era de que, provavelmente,  aquela parte do universo que nada mostrava sobre a  presença de constelações demasiado fracas, em termos visibilidade,  devido a distâncias bem maiores do que as que poderiam ser capturadas pelas poderosas lentes do Hubble, deveriam aparecer e ser fotografadas. Qual não foi a surpresa do cientista americano, quando logo constatou que uma enorme imensidão de novas constelações, muito além da visão imensa do próprio Hubble, ali estava  para ser vista como uma verdadeira presença invisivel de um universo  milhões e milhões de vezes  maior do que  o enorme tamanho imensurável do espaço já percebido e fotografado  pelas vigorosas lentes do Hubble.

 

 A RIDICULA ARROGÃNCIA DO TOLO ORGULHO HUMANO

 

Essas análises e provas  cientificas indiscutíveis nos levam então  a uma nova conscientização de dois detalhes importantes sobre a natureza humana.  A primeira delas é a nossa  enorme cegueira, por não sabermos  constatar como somos pequenos, ridiculos e insignificantes no enorme espaço sideral.

           

A segunda análise, demonstração e prova indiscutivel da ridicula e orgulhosa posição de importãncia que os seres humanos  atribuem a si mesmo,   é não perceberem que tudo o que afirmam, em termos de sua natureza animal, é de uma completa  ignorância , demonstrada através da ciência de Charles Darwin. Isto é, não percebermos que somos apenas mais uma espécie animal no planeta, que adquirimos a posição superior sobre  as demais espécies, simplesmente,  pela casual circunstância da adaptação  do cérebro humano, de modo a poder  fazê-lo reconhecer que existe o hoje, o ontem e o amanha, e que, por isso ,s defende-se melhor contra os obstáculos e  adversários na natureza, e que, com esse resultado, seu cérebro pode produzir um neo cortex inteligente,

        

Disso resulta que o cérebro humano, em sua tola e simplória apreciação do que é a vida, inventa  tolos contos de fada, que nos ajudam a amenizar a morte que nos espera, um tolo acontecimento igualmente sem significado.    

 


 


 
 
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