Sociobiologia>A Reportagem do New York Times Nao ť o que se Pensa

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A Reportagem do New York Times Nao ť o que se Pensa

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

         Como não sou um editorialista semanal do Estado de São Paulo, peço licença para encontrar um cantinho nesse excelente jornal, objetivando esclarecer uma curiosa dúvida que surgiu na mente dos leitores brasileiros e que diz respeito a essa divertida controvérsia  surgida esta semana e relacionada com  o noticiário publicado no New York Times sobre um suposto uso de bebidas no Planalto e consumido numa festança dada pelo presidente  Luiz Inácio Lula da Silva. A explicação completa exigiria uma quarta parte de uma folha do jornal, mas devido à falta  de espaço adequado,  terei que resumir a questão da forma mais simples possível ,embora rigorosamente correta e dada por um jornalista brasileiro que trabalha há 40 anos para o Departamento de Estado e a Casa Branca ( agora por algum tempo no Brasil). Trata-se do seguinte :

        O esclarecimento prometido  pode ser sintetizado com uma simples informação que poucos no Brasil sabem : trata-se de um fenômeno tipicamente norte-americano que eu resumiria sob o nome de ética puritano protestante. Em outras palavras, como as religiões vivem nos Estados Unidos dependendo somente de contribuições do público, e como para obter tais recursos é preciso explorar alguma coisa de gosto ou necessidade popular (sexo, álcool, drogas, etc) o álcool, a partir da revolta de Lutero contra as grandiosas farras do Vaticano, na época das liberações antecipadas dos pecados, com as famosas vendas papais  de “contribuições” por volta de 1520, passou a ser considerado como um pecado inadmissível,  habito social que adotou raízes profundas nos Estados Unidos. Por essa razão, há muito tempo que ninguém jamais  bebe  “na hora do trabalho” e em público (mesmo,  como é natural, que tal medida seja amplamente hipócrita) e no caso do governo, dentro dos horários de trabalho nas varias agências governamentais. Consequentemente, os americanos ficariam com os cabelos arrepiados ao saberem que no Planalto ( isto é, a Casa Branca brasileira) todo o mundo estaria  almoçando  regado a vinho, cerveja e – o pior pecado de todos – com caipirinha, isto é, álcool puro.

         Isso, para um norte-americano representa uma notícia enorme que merece manchete e do fato se valeu o esperto representante do New York Times no Brasil para escrever uma matéria marota que iria para a primeira página do seu jornal. Daí que, se eu fosse o governo, mandaria uma lacônica resposta para o jornal americano, não censurando ou criticando, mas lamentando com certa ironia a furada do seu representante, e esclarecendo ao leitor americano que o Brasil não é uma nação protestante ou de qualquer outra religião “oficial”, que embora  haja uma certa tendência universal de se copiar tudo  o que vem dos Estados Unidos, uma coisa os brasileiros dificilmente  desejariam copiar dos nossos vizinhos yankees, isto é, essa loucura emocional anti-álcool, que é precisamente o que leva o povo daquele país a ser um contumaz e universalmente reconhecido viciado consumidor de bebidas alcoólicas.  A bebida no Brasil é, sem dúvida, apenas um adendo a uma boa feijoada, e nada mais. E não precisa ser proibida nem virar pecado.

MARIO GIUDICELLI

eric@gnet.com.br

 


 


 
 
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