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As Fronteiras Abandonadas do Brasil

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

 

 Por  MARIO GIUDICELLI

 19 de Abril de 2009

 

Durante mais de 40 anos, como intérprete acompanhante, desde 1967 até hoje,  dos convidados oficiais do governo dos Estados Unidos e em 178 viagens de costa a costa, frequentemente transitei em volta das duas fronteiras americanas, isto é, com o México e com o Canadá.  O que vi nos Estados Unidos e o que vi em outras ocasiões no Brasil , inclusive nas mais recentes viagens a serviço da Agência Americana de Combate ás Drogas,   pude observar nas fronteiras e municípios brasileiros de fronteira  muitas coisas, que me levam hoje a escrever esta reportagem, que imagino será de grande interesse para o leitor,  pois pretendo oferecer-lhe uma série de fatos incrivelmente espantosos e curiosos, tanto bons como  maus.

 

Assim, note inicialmente que, na descrição dos fatos que se seguem, os Estados Unidos têm apenas dois países limítrofes, enquanto que o Brasil tem fronteira com todos os paises da América do Sul, com exceção, apenas,  do Chile e do Equador; isso quer dizer que os problemas,  bons e maus,  multiplicam-se enormemente, e  você se surpreenderá bastante com o que lhe revelarei. A esse propósito, estou informado que  a única representante brasileira que se preocupa com o descaso e desimportãncia  dos munícípios de fronteira é a Senadora Marisa Serrano, do PSDB  do Estado do \Mato Grosso do Sul ( o que por um lado mostra a cega tranquilidade brasileira, que não percebeu ainda a enormidade do território nacional abandonado, como, também,  não se deu conta  de que com o recente enorme progresso do país, de uma forma ou de outra, começa a surgir  uma série de novos problemas, cuja existência, ninguém poderia jamais ter imaginado .

 

OS PROBLEMAS FRONTEIRIÇOS DOS ESTADOS UNIDOS

 

Se você é mexicano ou brasileiro e quer entrar nos Estados Unidos, não perca tempo ou ameace sua vida, tentando atravessar a fronteira ( mais ou menos) protegida entre o México e seu vizinho do norte; faça algo muito mais simples: arranje um visto (relativamente fácil) do Canadá, ande meia hora de trem, depois desembarque ao longo da fronteira,  atravesse a pé uma das bordas menos policiada do mundo, com a extensão de uns 5 mil quilômetros. E terá entrado nos Estados Unidos com toda a tranqüilidade do mundo. É claro que estou exagerando um pouco, mas a coisa é mais ou menos assim, sobretudo, se você for esperto  e se souber falar algum inglês, mesmo macarrônico. E creio que, com isso, descrevo todo o problema  que existe na fronteira seca dos Estados Unidos. Ao sul, um pais  cheio de complexos antiamericanos ( com certa dose de razão )  e, ao norte, o Canadá,  uma nação que, ao contrário, recebe (ou recebia  no tempo da guerra do Vietnam ou de outras guerras estúpidas da extrema direita americana)  quem tivesse o menor cheiro antipático de anti-Deus comunista, nos Estados Unidos.

 

NO BRASIL A COISA É DE UMA TRANQUILIDADE PERIGOSA.

 

No Brasil, entretanto, nós os estrangeiros observadores ou visitantes oficiais do tipo dos que vêm ao Brasil , ou aos vizinhos do  Brasil para ( entre aspas, e, por “entre aspas”, quero dizer que a conversa é outra) “ impedir as drogas” , observam que a conversa aqui é bem diferente. E é diferente por apenas uma razão simples,  porque os brasileiros, parafraseando o hino nacional, vivem  "deitado eternamente" e estão dando muito pouca bola para suas fronteiras secas. Querem alguns exemplos? Leia abaixo os principais “problemas”:

1 – Em algumas fronteiras paraguaias,  todos os doentes do lado de lá vêm pedir socorro aos hospitais brasileiros, e isso custa muito dinheiro ao SUS. | E você vai negar assistência aos “hermanos”?

 

2 – Carro roubado passa "mole mole" para o lado paraguaio

 

3 – Estudante paraguaio vem estudar do lado brasileiro,  cujos sistemas de ensino são muito melhores.

 

4 -  Na Bolívia e no Paraguai você atravessa para o lado de cá com um monte de cigarros, que não´pagam imposto .

 

5 – A toda hora o gado brasileiro, alimentado ao custo de Reais, passa para a Bolívia de graça, e o fazendeiro brasileiro perde  muito dinheiro, sem poder correr atrás do seu gado, porque não pode invadir uma fronteira estrangeira

 

6 – Enquanto que o Brasil precisa se preocupar com sua imensa fronteira seca, cada um dos paises fronteiriços não se preocupa com coisa alguma, porque o antigo e  adormecido Brasil  de cinquenta anos atrás, hoje é uma enorme potência para onde todos desejam entrar e se beneficiar. A Bolívia é um belo exemplo disso.

Dessa forma, nos últimos anos, o Brasil está se transformando nos Estados Unidos da América do Sul, e todas as demais nações, inclusive a própria Argentina, que até poucos anos atrás era muito mais desenvolvida que o \Brasil , querem, também, participar dessa "farra"
. Afinal, não sei se tudo isso é bom ou é mau. Sem dúvida que não temos um México querendo invadir o Brasil, como ocorre nos Estados Unidos, talvez porque ainda não atingimos  o tamanho do progresso yankee. Mas, quem sabe, possivelmente não falte muito para o dia em que teremos que construir um muro de 10 mil quilômetros para nos separar de todo o resto da América do Sul?

 


 
 
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