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Crime e Videotape - A burrada da Policia

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

 

  

                   Perdoe-me o leitor pelos fatos que se seguem. O objetivo não é o de desagradar, mas dizer as coisas como elas são, ainda que irrite um pouco a verdade, nisso incluindo um pouco de humor negro.  O cientista que examina micróbios, como o cientista de comportamento, não podem se deixar levar por emoções quando descrevem fatos constatáveis através da ciência . O assunto da recente "descoberta" de casos de violência policial em todo o Brasil é um excelente exemplo disso, uma vez que explica, sem mistérios, um acontecimento que parece chocar todo o mundo, quando em verdade não passa de um fato regular de acontecimentos rotineiros. Refiro-me aos numerosos atos de brutalidade policial contra  um determinado grupo dentro da sociedade brasileira.

                   Com efeito,  a única circunstância especial e particular desses acontecimentos foi a inesperada introdução do videotape, que assim permitiu que a ação policial regular pudesse ser vista por milhões de pessoas, dando ao vivo uma descrição semelhante ao que normalmente assistimos pela TV nas séries tipo Kojak, ou outros policiais do gênero, em que estes não assustam por que são de "mentirinha".  É por isso que resumo a essência do que pretendo dizer, ao afirmar que todo o escândalo tão amplamente noticiado se deveu  apenas a uma imperdoável e enorme burrice da polícia paulista, que nesta altura do campeonato já deveria ter tomado conhecimento que muita gente, mesmo da classe pobre, hoje já pode se dar ao luxo de andar pelas ruas com seus aparelhos de videotape, assim tornando público para toda a nação um fato que deveria, conforme sempre ocorreu no passado, ser mantido no mais absoluto segredo e conhecido apenas internamente pelos homens da polícia, isto é, a violência contra pobres, negros, favelados, nordestinos, enfim,  gente considerada, como dizem os norte americanos,  "the scum of  society ", isto é, o lixo da sociedade humana e que, como tal, obviamente não devem ter direito a nada e sim de levar cacetadas, ou pelo menos é assim que pensam os donos do poder..

                   Devo dizer que essa normal e deliciosa ação policial em nome de todos nós da classe rica e média ocorre no Brasil em caráter ridiculamente menor e com menos frequência do que na sociedade dos Estados Unidos, a nação onde vivo ha mais 40 anos. Mas a diferença importante a considerar é que os policiais  do prefeito Gianini de New York ou o de  Los Angeles há muito se deram conta de que não podem mais brutalizar esse chamado lixo da sociedade americana ( negros, latino-americanos, imigrantes ilegais e, de um modo geral, gente cujo nome termina em vogal ) pela simples e elementar razão de que a sociedade norte americana continua vivendo  dentro daquela fantasiosa, extraordinária e divertida afirmação tola e falsa, de que "all men arecreated equal", uma frase que deve estar causando dores de barriga em Thomas Jefferson até hoje em seu cemitério em Arlington na Virginia. Apesar dos donos da riqueza americana  acreditarem ( ou fingirem que acreditam,) nessa gloriosa mentira, o fato é que com isso enganam os que não tem nada.

                   Essa frase está completamente equivocada e é negada pela ciência. O que se pode afirmar como verdadeiro é que não existem doisseres iguais em nenhuma parte do universo, e devido a esse erro, acabou-se  por criar uma sociedade onde absolutamente ninguém se integra um com o outro (razão porque praticamente todo americano tem sempre um "hifen" no nome - ítalo-americano, judeu-americano, negro-americano, mexicano-americano e etc ) e nessa loucura de pretender que todos sejam iguais numa sociedade de gente desigual, torna-se imperativa a presença de uma polícia brutal , séria, vigilante e com determinação,  senão , por exemplo, o subway de New York viraria um centro internacional de drogas, de crimes contra a vida e assaltos.

                   Ora,  tão logo, depois da II Guerra Mundial, quando o resto do mundo verificou que o único lugar civilizado do mundo e onde até os pobres pareciam ser gente se chamava Estados Unidos, houve a correria que conhecemos, de modo que não demorou muito para que a polícia de Los Angeles começasse a matar  os inconvenientes negros ou mexicanos que ousavam atravessar a fronteira em Tijuana para burramente pretender compartilhar com os brancos anglo-saxões protestantes as delícias da boa vida norte americana prometida equivocadamente por Thomas  Jefferson para todos, e sacramentada hipócritamente pelo pregador batista e calvinista Billy Graham

                   Só que a polícia de Los Angeles, geralmente composta de cavalões que não sabem pensar, não consideraram que a famosa mentira de Thomas Jefferson estava na lei escrita,( e que portanto tinha que ser teórica ou oficialmente respeitada) assim com também não levaram em conta a tecnologia  barata do videotape. Daí que agora a brutalidade,  que causou tanto escândalo há uns 4 anos, hoje é feita na moita, às escondidas e os policiais deixaram de ser bobocas, embora ocasionalmente algum cinegrafista noticie o que os agentes federais de imigração fazem para apanhar imigrantes ilegais em LaredoTijuana ou outros  pontos da fronteira com o México, de onde vem uma enxurrada de gente feia,  sem educação e ainda por cima com uma religião estranha que vem competir por seu cheque no imposto de renda, ou pelo menos é isso que  os donos do poder nos Estados Unidos pensam particularmente, sem o revelarem em público..

                   Ora, sabendo-se assim que a polícia nunca esteve presente para proteger direitos de pobres no Brasil ou nos Estados Unidos ( ou em qualquer outro país do mundo ) minha sugestão para os poucos policiais inteligentes brasileiros é a de carregar essa gentalha para os banheiros das delegacias e ali soltar o cacete, pois dessa forma a discreção fica mantida e a classe rica não tem assim de derramar falsas lágrimas de crocodilo. Cinismo parecido com isso é o que obrigava por vezes o simpático e falecido Ministro das Comunicações Sérgio Motta parecer malcriado, quando  comentava a ânsia de um arcebispo da CNBB em pretender impor religião nas escolas públicas violando a constituição brasileira, pois ele sabia muito bem que essa gente não tem o menor interesse em salvar almas, mas sim tomar dinheiro grátis do governo. É a mesma safadeza.

 

Nota da Redação : Os leitores que desejarem opinar ou escrever para o ojornalista Mário Giudicelli poderão faze-lo via < eric@gnet.com.br > na INTERNET.


 


 
 
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