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Dinheiro Falso e facil de fabricar

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

 

 

``                                 DINHEIRO FALSO É FÁCIL DE FABRICAR

 

                                      texto de Mário Giudicelli

 

 

                   Tenho comentado com certa frequência, nestas crônicas que escrevo puramente para entretenimento do leitor, que está ocorrendo hoje uma absoluta e premente necessidade - que poucos estão levando a sério - de eliminarmos de nossas vidas um monte de antigos, velhos , ultrapassados e falsos valores de todo o gênero - morais, sociais, religiosos, alimentícios e entendermos que não há simplesmente alternativa senão aceitarmos que as novas e impressionantes tecnologias destruíram todos esses ídolos de barro. Claro que reconheço que a tarefa é difícil, mas pior é ficar para trás  com cara de bobo. No Egito, por exemplo, uma vez quase me prendeu um soldado porque eu estava tirando uma foto na porta de uma mesquita e de onde se via ligeiramente no canto a entrada de um forte militar,  e isso porque esse pouco inteligente soldado achava que isso era espionagem. No entanto hoje os satélites artificiais fotografam até as placas dos carros em qualquer rua do mundo, assim como certos aparelhos podem gravar conversas entre quatro paredes a muitos metros de distância de seu alvo.

                   Nas eras passadas,  julgava-se que a fabricação de dinheiro falso era uma profissão exercida por criminosos altamente especializados e suas penas eram elevadíssimas quando apanhados. De vez em quando surgiam grandes derrames de notas falsas, especialmente de dólares, que apareciam em vários países, obrigando o F.B.I. e as polícias nacionais a um intenso e difícil trabalho para apanhar o falsificador. No entanto isso hoje se modificou completamente, conforme relatarei ao leitor, já que nossos amigos do Ministério da Fazenda ou estão se fazendo de bobos, ou então aparentemente ainda não despertaram para a realidade.

                    Deixem-me que lhes conte a história. Vou contar o fato, mas não o santo, nem seu local, porque a função do jornalista não é a de delatar ninguém sobretudo os inocentes ou ingênuos). Mas a verdade é que no outro dia estive visitando uns amigos e, repentinamente vejo seus filhos reunidos no terraço de sua casa - eram uns cinco garotos de uns 10 a 13  anos, que realizavam um joguinho de apostas e tudo corria na base de notas de 1, 10 e 50 Reais. Espantado examinei as notas e vi que era dinheiro absolutamente real e verdadeiro.  A única diferença era que essas notas só tinham uma face. Do outro lado era papel em branco. Ora, não resisti à curiosidade e indaguei dos meninos onde haviam arranjado aquele dinheiro meio falso verdadeiro de um lado e papel branco no outro ).

¨  “Nós fizemos o dinheiro com o scanner do papai”, disse um dos meninos, apontando para a copiadora-impressora  próxima.

¨  -- “E por que não copiaram o dinheiro dos dois lados?, indaguei”. “Não ficaria mais perfeito ainda ?

¨  --- É meio complicado e dá trabalho acertar os dois lados e nós queríamos fazer logo o dinheiro fácil para poder vir jogar.

 

                   Está claro que os meninos não se davam conta do enorme potencial de crime que estavam demonstrando perigosamente. Pessoalmente não morro de amores pela Casa da Moeda ou pelo Ministério da Fazenda e, portanto,  não tinha porque chamar a polícia, que  ficaria ainda mais burrificada do que eu. Mas venceu meu espírito de jornalista e resolvi eu próprio experimentar e ver o que conseguia, com minha completa inexperiência de falsário.  E com uma ligeira explicação de um dos garotos mais sabidos, em menos de cinco minutos lá estava eu produzindo várias notas, perfeitas, perfeitíssimas de R$50.00, cuja exatidão desafiaram os mais experimentados técnicos da Casa da Moeda, a não ser pela circunstância  especial de que o papel   parecia como que algo diferente ( mas muito pouco ) do papel de dinheiro verdadeiro. Não contente ainda bati na porta de um vizinho amigo e lhe entreguei uma dúzia das notas que tinha acabado de fabricar e pedi-lhe o favor de guardá-las, alegando que minha porta de casa não fechava e eu precisava de um lugar seguro. Pedi-lhe também que contasse o dinheiro antes de guardá-lo. Meu vizinho pegou o dinheiro, contou-o e depois o colocou no bolso sem titubear, jamais suspeitando que eu o estivesse testando. Instantes depois, é claro, caimos todos na gargalhada,  rasgamos o dinheiro falso e expliquei-lhe o porque da experiência

·       O moral da história, amigos, é que hoje qualquer copiadora fabrica o seu e o meu dinheiro com rigorosa precisão, e desafio que qualquer pessoa comum na rua perceba a diferença. E se você quiser ser ainda mais perfeito, chegando ao ponto até de pôr a prova a argúcia do técnico bem experimentado, basta apenas procurar um tipo de papel que mais se assemelhe ao dinheiro verdadeiro,  que ninguém, mas ninguém mesmo perceberá a diferença. Minha conclusão, portanto, é que algo urgente terá que ser feito, porque  em muito pouco tempo, com o acesso a essas fantásticas copiadoras que custam pouco mais de R$700.00 , muita gente safada vai começar a passar dinheiro fácil e ai vai ser o caos. Quem avisa amigo é.  Se eu que sou um ignorante como falsário produzi notas perfeitas,   imagine agora criminosos com conhecimento perfeito de papel ? Acho bom você começar a carregar moedas de ouro no bolso.  Nem o verdadeiro dólar serve mais porque ele pode ser copiado igualzinho como a nota verdadeira.  E nem todo o mundo faz como este jornalista, que simplesmente quis testar uma terrível e espantosa constatação, que pode provocar um seríssimo drama nacional.

 

Not da Redação : Os leitores que desejarem enviar comentários para o jornalista Mário Giudicelli, poderão fazê-lo através de seu endereço na INTERNET , <eric@gnet.com.br>


 


 
 
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