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Ficcao e realidade - A morte o Presidente e do Senador Robert Kennedy

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

 

Texto de Mário Giudicelli

 

          “ASSASSINATO DO PRESIDENTE”

 

Com apenas um mês de presidência, foi assassinado, esta manhã, por um fanatiço da Ku-klux-kh, o Presidente da mais importante nação do mundo.

 

 

“Capital”, 16 . O  Presidente recém-empossado foi assassinado esta manhã quando retornava de uma reunião no Congresso. O criminoso, e antes que houvesse qualquer reação dos guardas palaciais, conseguiu disparar com grande precisão cinco balas, atingindo o presidente . Ao ser imediatamente preso,. ele trazia em seu bolso um cartão, que o declarava membro da Klu-Klux-K? de seu estado sulista. Com o imediato anúncio feito pelas estações de televisão, em menos de meia hora toda a área da Casa Presidencial foi cercada por milhares de pessoas, a maioria de negros residentes nas proximidades, sendo que .......... “

 

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Você, leitor, poderá dizer que estou “telebuscando”, isto é, estou imaginando uma coisa que não aconteceu. Minha resposta, entretanto,é que realmente tudo não passou de minha imaginação... mas, ao mesmo tempo, trata-se de uma suposição que muitos dos analistas nacionais e internacionais acham perfeita e, provavelmente, adequada quando nos recordamos que estamos falando de uma grande nação e não de uma pequena república como Andorra na Europa, onde não se cometem crimes dessa natureza há mais de cem anos.

 

     ADVINHADORES DO FUTURO OU FRIOS ANALISTAS?

 

A verdade é que quando analisamos a situação atual dessa grandiosa nação – grandiosa em todos os sentidos, inclusive dos grupos de fanáticos de toda espécie _ e a clara suposição de que ninguém está realmente livre de ser assassinado num país que, até hoje, não conseguiu fazer com que todo o povo se desarmasse, não estamos procurando dar uma de mágico, mas, simplesmente, fazendo uma fria análise não apenas do comportamento da espécie humana, mas, sobretudo, das condições que criaram os Estados Unidos da América.

      

Os principais fatores que levam o analista a vislumbrar a probabilidade do  assassinato do   atual Presidente estão intimamente ligados ao seguinte:

 

1 – Os Estados Unidos foram criados por meio de uma unidade nacional frágil, pelo fato de que as 13 colônias, em 1776, apenas,  se uniram pelo interesse maior de se livrarem do domínio inglês. Mas ao formarem o país, os nativos americanos e os recentes imigrantes, temerosos uns dos outros, mantinham, até então, um contato direto com Londres, mas realmente nunca entre si, sobretudo, ´porque as distâncias eram enormes por terra e os veículos de comunicação muito primitivos. Disso resultou que quando os pais da pátria se reuniram em Filadélfia, cada estado só concordou com a formação de um novo país, desde que cada um deles mantivesse uma grande liberdade individual. Isso explica hoje, por exemplo, porque um médico formado em New York não pode praticar na Flórida ou vice versa, porque não existe um Ministério da Educação, que planeje a educação geral, igual para todos;  outro exemplo: a polícia da Flórida não pode perseguir um criminoso por roubo, que atravesse, em fuga, a linha estatal com o estado da Geórgia;

 

2 -  Esse direito à liberdade individual ou de grupos foi assim assinado, com exclusão apenas dos negros, então considerados

como subgente; indivíduos inferiores, que não eram considerados  iguais aos brancos. Thomas Jefferson, o segundo presidente e um dos principais construtores da nova nação, teve cinco filhos com uma escrava e ao morrer deixou vários escravos. Cem anos depois da independência dos Estados Unidos, o sul, ´primitivo e racista, empenhou-se numa guerra que durou cinco anos, contra um norte abolicionista e industrializado, essencialmente, em defesa de seus direitos á exploração do negro;

 

3 – Foi somente após a tomada do poder pelo Presidente
Dwight Einsenhower, que assinou   a lei proibindo a discriminação racial nas escolas, que o país, pela primeira vez, após mais de 80 anos do fim da Guerra Civil do século XIX,   considerou que todos, brancos e negros, tinham direito ao mesmo tipo de educação escolar e nos mesmos bancos escolares.   Essa lei, entretanto, nunca realmente funcionou, e, até hoje, continua a ocorrer uma clara separação de raças;

 

4 – Para  que se tenha uma clara visão do que significa a completa separação entre brancos e negros, basta vir a Washington. Essa cidade, (a) teve durante mais de um século uma única entrada a este, e (b) foi a  única cidade onde o governo federal tinha força política e decisória para melhorar ou igualar a condição do negro, num país eminentemente branco. Sabe-se que, para que tal melhoramento funcione, são precisos emprego e residência. Ora, essas duas condições básicas só ocorreram na capital, pois ali o governo federal era absoluto, tanto na distribuição de empregos nos órgãos federais, como possuía recursos para a construção de casas.  Assim mesmo, os brancos sempre resistiram, de modo que até, recentemente, toda a parte inicial próxima á estação ferroviária era a única região de Washington onde só residiam negros.

 

Contudo, ante o fato de que só em Washington os negros poderiam obter direitos iguais aos brancos, houve como que uma invasão generalizada de negros vindos de todo o país, e, com isso, pouco a pouco, os brancos recuaram, de modo que hoje toda a parte leste da capital é habitada somente por negros. Assim, no começo de 1950, a área divisória era na Capitol Street, isto é, a avenida que corria do norte para o sul dividindo a capital em duas metades e até onde os negros poderiam morar. Hoje, no ano de 2009, os brancos recuaram de tal maneira, que toda a segunda quarta parte de Washington já perdeu para os negros, que há muito passaram da rua 16, isto é, dezesseis quadras para este, passando, inclusive, a ocupar as palaciais residências abandonadas´. Por outro lado, a fim de burlar a lei federal,os proprietários brancos de casas e apartamentos, geralmente, quando procurados por inquilinos negros, já têm sempre no bolso um contrato de aluguel ou venda assinado por alguém de sua família ou amigo de confiança, que exibem prontamente ao recém-chegado candidato negro, e, com um enorme sorriso, lamentam não poder atendê-lo, pois, no dia anterior o local já havia sido vendido ou alugado. E embora possa apelar para as leis federais, o processo não funciona, pois o branco proprietário tem em mãos um claro documento perfeitamente legal.

 

                O MEDO DO DESCONHECIDO

 

Na verdade, essa reação antinegro tem várias origens tanto sociais como sóciobiológicas. Em primeiro lugar, temos que levar em conta que as massas precisam sempre de um líder, estejamos falando de um ser humano, ou de uma outra espécie animal qualquer (com raras exceções ). Em segundo lugar,   todos as espécies temem o desconhecido. Estejamos falando de uma sombra, de um ruído, de uma comida diferente ou lá o que seja.

 

Essa combinação é o que leva as massas ao hitlerismo, a uma guerra contra um vizinho, ou os educados ingleses a invadirem campo de futebol na Holanda, porque perderam o jogo. Os negros americanos exibem uma característica racial claramente definida, isto é, sua pele é preta e seus traços são africanos. Some-se, assim, a circunstância de que a sociedade branca dos Estados Unidos foi treinada por seus lideres a considerar os negros como gente inferior, e essa inferioridade era facilmente identificável pela diferença da cor da pele (o medo do desconhecido); temos, então, o prato feito que explica todo o problema racial dos Estrados Unidos.

 

Um toque final poderia ainda ser acrescido a nossa triste história. O grande país do norte, por razões que estão além do interesse deste artigo, se viu repentinamente envolvido num verdadeiro vulcão social, e milhões de norte-americanos estão, pouco a pouco, sendo despedidos de seus empregos, desde o ano de 2008. O emprego é, sem dúvida, um dos fatores principais para as revoluções externas ou internas. Uma das razões principais que levaram essa nação ao descalabro foi a circunstância de que, com a soma de fatos, como, a grande vitória na II Guerra Mundia; o semi-conflito com a ex-União Soviética; o ódio interno nos Estados Unidos contra o comunismo russo, considerado anti Deus pelos norte-americanos explorados pelos lideres Jimmy Swaggart, Oral Roberts, Billy Graham e outros espertalhões pregadores; e mais a enorme malandragem de líderes do comércio dessa nação, que, por causa de seu poder econômico, conseguem facilmente puxar para si todos os bons negócios do mundo interno ou externo; .... Por tudo isso, temos um caldo de revolução social, que encontra hoje, inesperadamente, um novo líder.

 

Muitos atribuem ao Sr Presidente grande capacidade de liderança ( certamente com uma boa dose de razão, mas tudo de um certo modo exagerado, pois lideres idênticos no passado eram iguais sem terem tido o mesmo sucesso público). Mas, pela mesma, razão com que os líderes chegam ao topo do prestígio universal, podem  ou, certamente, ser levados ao completo desastre. E nesse momento, leremos a notícia que apresento, em primeira mão, aos meus leitores... Tomara eu não tenha avançado um pouco no tempo ....

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA


Nascido no Brasil, o jornalista Mário Giudicelli é professor em Sociobiologia (a ciência do comportameno – Universidade de Connecticut, 1973), tendo trabalhado por mais de 20 anos na Drug Enforcement Administration, a Agência Federal dos Estados Unidos de Controle e Policiamento de Drogas. Funcionário da Casa Branca, durante 12 anos, foi tratudor simultâneo dos Presidentes George Bush (pai) e Ronald Reagan. Entrevitou inúmeras celebridades como os artistas Kirk Douglas, Clint Eastwood, John Wayne, o diretor Alfred Hitchcock, a atriz Jane Fonda e vários outros; o  Presidente do Brasil (Arthur da Costa e Silva), inúmeros deputados, senadores, jornalistas, cientistas de vários países da América Latina; o General Perón (em 1947), Che Guevara, Fidel Castro, Raul Castro, Jânio Quadros, Ludwig Erhart da Alemanha Ocidental, Gamal Abdel Nasser, Presidente do Egito, de quem foi tradutor simultâneo, durante cinco anos. Foi locutor da Rádio do Cairo ( entre 1957 e 1962 ) e da Voz da America ( entre 1973 e 1974). Se tornou amigo do cientista alemão Werner Von Braun com quem gravou uma das mais interessantes entrevistas sobre o destino da humanidade (a entrevista com o Dr, Von Braun está disponível para que desejar uma cópia ). Giudicelli foi correspondente de guerra no Terceiro Exército do General George Patton, entre dezembro de 1945 e maio de 1946, foi correspondente no Tribunal de Guerra em Nuremberg durante um ano e meio, sendo o único jornalista ainda vivo que esteve presente em todo o julgamento dos criminosos nazistas.

 

Release para Imprensa

 

http://www.comunique-se.com.br/deliverer_homolog/site/preview.asp?id=44457

 


Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

 

 O ASSASSINATO DE ROBERT KENNEDY
 
O espetáculo tinha sido grandioso. Acostumado aos velhos tempos no Rio de Janeiro, quando o Flamengo, jogando no Maracanã, vencia de goleada, e, após o jogo sua torcida ia para a Avenida Rio Branco aos gritos, com  muita música, para celebrar a vitória, da mesma forma, me senti naquela tarde quente de Los Angeles, quando, em passeata, seguimos todos ao longo da Century Boulevard, a caminho do belo Hotel Ambassador, onde, aliás, estávamos todos hospedados. Robert Kennedy tinha acabado de vencer as primárias da Califórnia e tudo evidenciava que poderia eleger-se como o novo Presidente dos Estados Unidos da América. No hotel, Kennedy pretendia, além de receber a imprensa, celebrar com os amigos o grande sucesso que estava obtendo.
 
A extraordinária aura de simpatia, paixão e amor em volta do nome Kennedy, naquele ano de eleição presidencial, era realmente de espantar. Embora fosse relativamente baixo – ele deveria ter no máximo 1 metro e 72 centímetros, uma altura baixa para a média do homem americano - tinha no rosto, entretanto, algo de enormemente atrativo ( ou, pelo menos, assim se observava por toda a parte ); sem falar no curioso e divertido sotaque da Nova Inglaterra, que para uns, como o infame Sr. J.Edgar Hoover, soava como coisa intolerável, mas para outros era pura doçura e simpatia. Mas naquele momento, de enorme alegria, ninguém estava preocupado com isso. Os gritos não cessavam e embora a famosa Century Boulevard, como aliás ocorre com a imensa maioria das avenidas de Los Angeles, estivesse praticamente deserta, inclusive com pouco trânsito de automóveis, o anúncio de que Kennedy estava a caminho do hotel provocou um raro movimento de pedestres, que aos gritos, clamavam pelo nome do candidato democrata. O próprio Hotel Ambassador, no meio de uma avenida, que levava do lado do nada para o lado do outro nada, tampouco atraía público, porque ali só se transitava com carro e existiam poucas lojas e quase nenhum comércio, já que a área, em grande parte, era ocupada por edifícios comerciais ou algumas igrejas de ritos raros e incomuns . Na frente do Ambassador, à esquerda, via-se uma enorme igreja ortodoxa grega, logo seguida de um enorme templo judeu, mas, salvo nas horas do dia quando os frequentadores ali apareciam, a Century Boulevard não tinha praticamente pedestres . Hoje, passados já tantos anos depois desse triste acontecimento, não me recordo exatamente por que entramos todos pela cozinha, ao invés da entrada principal.
 
O Hotel Ambassador era um imenso edifício, com igual imensa entrada pelo seu lado direito, e tendo, do lado esquerdo, uma área, na época, murada, uma grande série de confortáveis cabanas, umas ao lado de sua bela piscina. Mas o mesmo caminho, pelo lado direito, que nos levava à entrada principal, se seguíssemos, apenas, mais alguns metros na frente, chegávamos ao que seria a cozinha, que não era visível do lado de fora. Kennedy saltou de seu carro e me deu a impressão de que seu objetivo era ir ao banheiro. Os que o acompanhavam ficaram para trás e ele desapareceu por um corredor. Naquele dia, eu tinha estado muito ocupado, porque Kennedy tinha feito, na parte este de Los Angeles, dois longos discursos para dois grandes grupos de mexicano-americanos, e como ele preferia a interpretação simultânea, depois que verificou, em Washington, que eu, com esse sistema de comunicação, lhe proporcionava um contato muito mais direto e completo com seu público de língua espanhola. O método o impressionou, consideravelmente, e, habilidoso e esperto como era, deu-se conta de que assim poderia alongar-se mais, comunicar-se melhor, do que o cansativo e menos produtivo sistema de interpretação consecutiva, isto é, em que o orador fala, para, espera que as frases sejam traduzidas e, depois, reinicia o mesmo método. Isto quer dizer, que além de distrair a atenção do publico, rouba também a presença do orador, que fica parado olhando para o público, enquanto aguarda que seu intérprete termine de apresentar sua versão em português ou espanhol.
 
No meu caso, Kennedy, rapidamente, se deu conta de que minha voz e minhas frases  eram entendidas e ouvidas por seu público “chicano” de Los Angeles. O que ele , sim, fazia, e o fazia com brilho, era gesticular e mover seus braços e as mãos, deixando o som por minha conta. Ele falava apenas para ser ouvido por mim, mesmo porque compreendia que se elevasse a voz, isso só prejudicaria a performance do político, uma vez que, misturadas, as duas vozes  só causariam confusão. Ora, ao chegar ao hotel, minha verdadeira intenção era apenas a de retornar ao meu quarto-cabana, que se achava do outro lado do edifício e descansar. Não tinha, pessoalmente, nenhum interesse em ficar, ou procurar ficar ao lado de Robert Kennedy, primeiro porque eu ali nada teria que interpretar, de vez que estávamos numa área cem por cento norte-americana. Em segundo lugar, eu era, apenas, um intérprete simultâneo do Departamento de Estado que, embora naquele momento estivesse trabalhando fora do meu contrato, e, nem sequer, estava sendo pago pelo governo americano, através do Language Services, sabia que nada mais teria que fazer naquele dia. Mas como todos saltaram de seus carros no mesmo local, e pensaram que Kennedy tinha, simplesmente, ido ao banheiro, que voltaria por ali, saltei, também, do segundo carro onde me achava, atrás dele, e entrei pelo mesmo corredor. 
 
Na cozinha ainda não havia muita gente, mas as mesas estavam cobertas com vários tipos de doces, confeitos, gulodices de todas as espécies, que logo despertaram minha atenção. Havia um prato cheio de camarões grandes, os quais, aparentemente, estavam ali para quem quisesse prová-los e eu, simplesmente, não fiz cerimônia e comecei a comê-los. Instantes depois, coloquei uns oito camarões grandes num envelope de plástico e, com o pacote na mão, segui pelo corredor relativamente curto que dava para o salão de entrada, embora nesse curto trajeto eu já tivesse alguma dificuldade para me mover, porque todos pareciam caminhar na mesma direção ( deveria haver umas quarenta pessoas no local). No ponto em que eu caminhava, com tantas pessoas na minha frente, não dava para perceber que Kennedy já caminhava bem na minha frente e na mesma direção, tudo em meio a vivas e gritos de aclamação, que não cessavam. De repente, entretanto, ouvi uma série de estouros rápidos, que lembravam algo mais forte do que os fogos que compramos nos dias de São João, no Rio de Janeiro. Logo a seguir, ouvi muitos gritos, e como o corredor do lado direito, onde eu me achava, estava relativamente livre, corri por ele e pude chegar até uns três metros de distância onde, no chão, já estava estirado Robert Kennedy.
 
Dei-me conta, também, apesar da enorme confusão que se seguiu, que uma pessoa, cuja identidade depois fiquei conhecendo como sendo a de Sirhan Sirhan, um palestino de vinte e poucos anos, era o autor dos tiros que haviam derrubado o Senador Kennedy. Nos primeiros instantes, possivelmente uns 15 segundos, dei-me conta que ali eu não seria de nenhuma utilidade para ninguém. Embora um bom número de pessoas, naquela altura, possivelmente já me conhecia e sabia   a função que eu exercia, na verdade, eu não fazia parte da comitiva no sentido estritamente político. Além disso, havia como que uma espécie de “empurra empurra” todo o tempo, cada um querendo mostrar-se mais íntimo e mais chegado ao homem,, que tudo indicava, viria a ser o próximo Presidente dos Estados Unidos. De minha parte, eu não tinha nenhum plano de ser uma espécie de “puxa saco” do Senador, primeiro porque me achava demasiado pequeno para merecer muita atenção da elite do partido democrata. Segundo, por ser um estrangeiro, achei que era melhor manter o que os americanos chamam de um “low profile”, isto é, um, perfil discreto, porque sabia muito bem que bastaria qualquer falha profissional no meu trabalho, para que, logo, alguém inventasse uma forma de discriminação, que prejudicasse meu pagamento como intérprete. Por outro lado, ao ver o Senador no chão, depois de ter recebido tantas balas no corpo, e um orifício de bala sangrando, que pude visualizar em sua cabeça, que parecia mortal, dei-me conta que os meus dias como intérprete de Robert Kennedy tinham terminado. Por essa razão, sai discretamente do local, sem nenhuma dificuldade, porque todos queriam entrar no corredor, que levava à cozinha, enquanto eu apenas queria sair dali.
 
Assim, entrei no meu apartamento, despi-me e me deitei, ligando logo a seguir a televisão. Eu já não mais seria  um participante ao vivo e sim, apenas, mais um telespectador ouvindo as últimas notícias. Por outro lado, com minha modesta máquina portátil de escrever Underwood (naqueles tempos ainda não existiam computadores) limitei-me a anotar toda minha estória relacionada com meu conhecimento de Robert Kennedy e tudo o que pude ficar conhecendo da vida íntima e particular desse incrível político da família Kennedy. Devo dizer, a propósito, que o Comitê, que lançou o nome de Robert Kennedy para presidência, era o órgão que regularmente pagava meus serviços de intérprete . Como o leitor bem pode imaginar, esse Comité se desfez, imediatamente, no dia em que ele foi morto. Dessa forma, meu último pagamento dos 15 dias finais ( se não me falha a memória, de $1.200.00) deixou de me ser enviado, e, até hoje, não consegui encontrar ninguém que quisesse se responsabilizar por esse compromisso. Coisas da política...  
 
                            Continua
 
     COMO CONHECI ROBERT KENNEDY
 

 


 
 
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