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O passado medo da Argentina

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

O PASSADO MEDO DA ARGENTINA

 

                            Crônica de MÁRIO GIUDICELLI

                                    8 DE SETEMBRO DE 2009

 

Ontem, dia 6 de setembro de 2009, aconteceu  um grande jogo de futebol entre o Brasil e a Argentina.  O jogo em si, não teve maior importância. O que, sim,  vale a pena comentar, é o que se esconde, por trás desse acontecimento esportivo., somente notado por pessoas como eu, que já passaram dos 84 anos de vida Se o leitor  é jovem,  vai se divertir e tomar conhecimento de um aspecto da vida dessas duas nações, que não somente teve enorme impacto  para todos nós que vivemos tantos anos, como, também, servirá para que os jovens fiquem sabendo uma coisa hoje visível a todos, mas  raramente percebida, devido àquela condição "genética", que nos acostuma com o que nos ocorre diariamente, sem que façamos comparações com as coisas diferentes do passado.

 

  OS ATRASADOS MACAQUITOS DO PASSADO

 

Assim, em primeiro lugar, vou lhes contar o que era o Brasil por volta da década de 1930, mesmo antes do inicio da  segunda guerra mundial. Não sei se vocês sabem que era costume dizer-se que  a capital do Brasil.....era Buenos Aires. Esse gigante  sulamericano que falava português,  para começar,  nem era percebido como tal pelos próprios brasileiros. Para os argentinos, nós éramos os macaquitos. Para os europeus e mesmo para os norte-americanos o Brasil e a Bolivia eram dois paisitos da América do Sul, sem nenhuma importãncia. Foi somente com o inicio da  grande guerra, numa época em que  o nazismo  vencia na Europa,  que o ignorante e fanático republicano Walter Disney,  a pedido do Presidente Roosevelt.  resolveu  inventar um outro boneco,’ tipicamente latino;  com isso e mais a cantora  Carmen Miranda  foi inventada uma certa propaganda em torno do Brasil, tudo para criar simpatias junto ao Presidente Vargas,  visando, então, a permissão de  implantar uma base norte-americana em Natal, para, eventualmente, servir de ponto de partida para um ataque aos nazistas, que dominaram o norte da Africa. Um artistazinho primário e sem grande expresão, de nome Raul Roulien. também, foi parar em Hollywood, e, com isso, os brasileiros ficaram, pela primeira vez, imensamente vaidosos, pois o mundo tinha descoberto o nosso país. Mas a coisa não passou disso, e o Brasil  continuou durante várias décadas a ser o ilustre desconhecido . Existia então uma nação que mais ou menos alimentava seu povo pequeno de apenas 40 milhões de pessoas. Não havia televisão. nem geladeiras, nem plásticos, nem automóveis “ made in brazil”; tudo era importado, inclusive os aparelhos de rádio, a maioria dos quais  era fabricada na Argentina. O clásssico  subdesenvolvimento permanecia, assim como sempre havia ocorrido  nos ultimos duzentos ou trezentos anos. Tinhamos uma belíssima capital localizada na cidade maravilhosa, que era raramente visitada por algum curioso turista da América do Norte, que ao desembarcar no caís do porto do Rio,  tinha pela frente um único edificio de 20 andares, um verdadeiro assombro, que, por outro lado, era o local tranquilo, onde  alguns operários nordestinos fumavam uma erva esquisita, denominada fumo de cânhamo. uma porcaria que só os pobres preferiam e que alguns anos mais tarde ´passou a ser proibida, depois que os norte-americanos protestantes  introduziram no Brasil, a condenável e pecaminosa ideia do prazer, porém, com nome diferente,  chamáda maconha.  Naturalmente que os brasileiros acreditaram na balela yanque, passando, então, não somente a crer, como passaram a colocar na cadeia os  bobocas qe fumavam a droga porcaria

 

 A HERANÇA PORTUGUESA DO JEITO E DA PAZ

 

Mas o Brasil foi parido em Portugal e essa foi, num certo sentido, sua grande sorte, embora, também, num semelhante certo sentido, tenha igualmente sido a terra da paz, da falta de honestidade, da falta de ordem e de  tranquilidade, de um sexo livre sem maldade, das praias, isto é,  um tipo de terra pouco afeita para a real democracia ao estilo norte-americano e isto porque, diferentemente dos Estados Unidos,  onde tinham existido inicialmente 13 colònias das mais variadas espécies, todas furiosamente se agarrando a seus hábitos, modos e até religião.  No Brasil, sempre se importou o modelo português ,onde  se manteve em toda sua longa vida a ideia do poder vindo de cima e os debaixo que se calassem,  não chateassem  e não reclamassem.  Mas a verdade é que, em sua inocente ingenuidade , os brasileiros começavam a revelar  aquela curiosa característica que  demonstrarei um pouco mais adiante neste artigo. Assim, sendo todos  nós apenas mais uma espécie animal no planeta,  nos revelávamos simplesmente aquilo que as condições humanas, sociais, climáticas,   ou lá o que era natural no Brasil,  começassem a formar o cidadão que,( repetindo o que disse acima), mais adiante contarei essa curiosa personalidade, que de um tolo e inocente cucaracha sulamamericano,  transformou-se, repentinamente ( ou quase repentinamente ), membro de um grandioso país, cheio de novos defeitos e novas qualidades, mas aproximando-se muito mais  do mundo desenvolvido, capitaneado  pelos Estados Unidos .

 

         AS BOAS E MÁS QUALIDADES

 

Assim, tivemos um início tanto gostoso, como triste. Não tínhamos  noção  do que era  democracia.  A honestidade era uma coisa natural entre alguns,  desaprovada com raiva por outros, mas completamente aceita e até participada normalmente por aqueles que dias antes protestavam contra ela. Não tínhamos a menor má vontade contra o estrangeiro que  chegava, como nunca tinhamos noção do que fosse o racismo contra o negro e muito menos, ainda, contra o judeu, uma característica religiosa,  que não sabiamos muito bem o que era, exceto uma vaga noção, por sinal aprendida normalmente nas escolas públicas, apresentando-nos, comumente, os judeus como os assassinos de Cristo. Como  éramos completamente católicos, sem o saber bem o que isso significava, da mesma forma como éramos no Rio torcedores do Flamengo ou  do Botafogo,  Entre os negros a coisa era ainda mais curiosa, pois os próprios negros não sabiam abertamente o que significava esse tal racismo comentado por certos jornalistas como uma praga norteamericana.  O preto, que já  se considerava negro desde  sua juventude e infância, não fazia nenhuma reclamação, por causa de sua ignorânca entre o ser preto e ser pobre e discriminado, tal como não sucedia com o  branco, que  por ser branco, tinha direito a não ser negro, e estávamos conversados.

 Dentro desse esquema de uma espécie de modesto complexo natural de inferioridade,  mantivemo-nos durante anos sem ofender ninguém, e um dos paises que provavelmente mais nos deixavam aborrecidos era a Argentina, pois não  compreendíamos como poderiamos ser inferiores aos cidadãos dessa nação, tão bem menor que o Brasil,  a não ser, talvez, por não terem eles pretos (embora tivessem liquidado com quase todos os naturais aborígenes da terra, de origem peruana,) gente mais ou menos parecida, do ponto de vista de desenvolvimento, como os nossos pretos nacionais . Isso foi o que sempre explicou um recatado temor de ofender os argentimos, ao tentarmos vencê-los no futebol, onde, sem admitir publicamente, achávamos uma descortezia fantástica, nos chamarem de  macaquitos.

          

        O QUE ERA BOM PARA OS AMERICANOS ...ERA BOM PARA NÓS

 

Quanto ao Imposto de Renda,  bem isso, para começar, era coisa que não existia , primeiro porque os donos do governo, sendo  eles próprios os autores das leis e os que por isso mesmo teriam que pagar, a coisa ficava num ambiente entre amigos. Os pobres, naturalmente, nunca pagaram nada, porque não tinham dinheiro para pagar coisa alguma. Como jornalista, naturalmente,( mas jamais pensando que com isso  estávamos sendo corrompidos com nossa boca com uma rolha),   tínhamos uma excelente lei que nos dispensava de ter que pagar todo o tipo de impostos , sobretudo, o mais gostoso, que era o de conseguirmos, facilmente, toda ajuda financeira da Caixa Econômica para  a compra  da casa própria. O  Brasil parecia ter assim conseguido a maravilhosa ideia de associar o darwinismo animal ao darwinismo econômico, e, com isso, os fortes eram fortes e os fracos que se mantivessem assim, sem mesmo saber por quê. Então, perguntamos: E o lado bom, como era ?

Aqui achamos o grandiososo aspecto daquela nação imensa e desconhecida,  onde o branco poderoso fazia o que queria e  os negros pobres e os pobres brancos  não faziam nada. Querem um exemplo ? Pois vou dar dois.

 

                     EXEMPLO DO MARAVILHOSO SORVETE

 

Havia naquele tempo uma indústria mais ou menos  poderosa, que se chamava SORVETE POLAR.  Esse sorvete, vendido por carrocinhas malfeitas, que se espalhavam pelo Rio, sobretudo nos longos meses de verão de  setembro a começo de maio,  era simplesmente delicioso. Eu confesso que nem sei mesmo por que tal indústria funcionava tão bem, produzindo algo que todos queriam e por um preço razoável. Mas ai a coisa  deixou de funcionar bem com a presença de um grande e novo competidor : o imperialismo ianque. A palavra soa gozada, mas a coisa era essa mesma. O brasileiro sempre foi um grande admirador dos Estados Unidos. É claro que se lhe fosse perguntado por quê,  sua única resposta, como a de todos em geral, era que Hollywood nos contava realidade: o mocinho sempre vencia o bandido.  O jovem bonito,  mas pobre e esforçado, vencia o barão ladrão. A justiça sempre estava ao lado dos que nada tinham. Além disso os norte-americanos eram muito mais bonitos do que os brasileiros, pois quem poderia discutir a beleza de uma Lana Turner ou de um Clark Gable ?

Daí que quando surgiu uma empresa norte-americana no Rio de Janeiro com um nome bem americano mas completamente esquisito que não mencionarei aqui para evitar um processo legal contra mim, apareceu algo realmente sensacional em matéria   do gostosissimo sorvete. O negócio foi o seguinte :

 

O sorvete, em si, não tinha nada realmente de excepcional, nas condições técnicas daquela época  ( isto é,  há mais de 70 anos ). Era simplesmente um sorvete comum, mas vendido com a alta técnica do que havia de melhor.   Os carrinhos de sorvete eram excepcionalmente limpos, O produto era pré-embalado completamente e as mãos do vendedor não  tocavam em nada comível. O preço era ligeiramente mais caro, mas isso não fazia a menor diferença. Porém em menos de um ano  toda a indústria do sorvete nacional, sobretudo a de seu maior competidor, o sorvete Polar, tão delicioso,  foi á completa falência. E por quê ? Ah! Ai está a história clara do Brasil num simples  e modesto exemplo. Passemos para o próximo parágrafo.

Estávamos permitindo a importação de uma indústria, que iria liquidar com o sorvete nacional, mas ninguém indagava a razão. Bastava dizer que o produto era americano, e, portanto, melhor. Mas não era não. Era uma pura safadeza. E vou contarpor quê:

Como hoje, todos sabemos, existem leis nos Estados Unidos  e as leis se aplicam a tudo, sobretudo naquilo que se refere á honestidade comercial e industrial. Ora, no caso especifico  do sorvete, as leis obrigavam que  produto com leite e ingerivel tinha que ser vendido por volume/peso e não pelo tamanho do empacotamento. Assim, se voce tomava um sorvete, seu preço estava avaliado na quantidade e PESO ! Mas a malandragem é uma característica humana e, assim, um dia um determinado produtor americano, não suportando a feroz competição de outros fabricantes de sorvetes, no estado da Georgia, saiu-se com a malandragem de produzir um sorvete na base da emulsão e volume; isto é, o seu produto apresentava o mesmo tamanho externamente, mas por dentro só havia metade sorvete e metade ar, posto que  o líquido era emulsionado de tal forma, que produzia uma enorme quantidade  de ar, ísto é, de espuma.  É claro, que a esperteza deles era modesta: eram agricultores de um estado atrasado; caipiresco. Ora, além  da detetivesca atuação dos competidores, que não podiam compreender como esse malandro conseguia vender o mesmo produto  muito mais barato para o mesmo volume, fizeram os cálculos e chegaram á conclusão que dois mais dois não davam quatro. Havia alguma safadeza no meio da história e a coisa não foi dificil de ser revelada. O bom negócio era que vendiam o pacote com o mesmo volume e tamanho dos competidores, mas o golpe estava no peso, ISTO É,  VENDIAM AR . Daí que bateu a policia, a companhia americana foi obrigada a fechar as portas nos Estados Unidos, quando então alguém  pensou : Ah!  E o Brasil, com seus 40 milhões de ingênuos? Ali parece haver um grande público sem malícia e uma maioria dominante de legisladores, que se venderá por uns poucos dólares ! Vamos todos para a Cidade Maravilhosa!

Naturalmente, que o mais divertido é que a brincadeira americana durou relativamente pouco, pois o Brasil ,um campeão mundial em corrupção de tamanho médio, em pouco tempo matou a charada e todo o sorvete concorrente está sendo vendido, até hoje,  igualmente em sorvete emulsionado. Cópia dos amigos gringos! A lei que obriga a vender sorvete por peso  não importa nada. Afinal o gosto é o mesmo. Mas os americanos tiveram o negócio na mão por muitos anos e  enriqueceram,  pela simples visão cega, que nos fazia, como o sr. Otávio Mangabeira,  a beijar a mão  de gente mais esperta que nós 

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           E AS PÍLULAS  CARTER PARA O FÍGADO ?

 

Ora, esta é mais uma das grandes vigarices americanas e, como a estória do sorvete, mostra claramente  a beleza do caráter brasileiro, que, diferentemente,  do odioso modo americano de desconfiar até da própria alma,   aceita tudo o que vem dos Estados Unidos sem perguntar nada. Segundo me informaram ( mas realmente não posso confirmar, posto que a fonte é suspeita) a coisa teria começado no seio de uma familia baiana, a tal do falecido Ministro de Getúlio Vargas, Otávio Mangabeira, cuja origem amulatada e depois  embaixador do Brasil, em Washington,  acabou por eventualmente dar um terceiro ou quarto descendente – o atual  ex-ministro Mangabeira Unger, que chegou a tal ponto de servidão aos norte-americanos, que com apenas uns poucos meses de vida em New York hoje só fala português com sotaque norte-americano. ( Ou., como dizem seus críticos, ele aje assim ‘pour épater les bourgeois) Ora, aquele Mangabeira antigo , “ponta de lança” dos interesses estrangeiros chegou a tal ponto, que um dia  esse mesmo  embaixador brasileiro, em Washington,  abaixou-se e, ao estilo dos humildes servidores do Papa,  beijou a não do falecido Sr. Dwight Eisenhower. Ora  o que parece ter sucedido foi semelhante ao caso do sorvete acima citado: alguém procurou o embaixador ( ou gente dele ) e propôs instalar uma indústria farmacèutica no Brasil, com um grande novo produto para o tratamento de males do fígado. O  nome ( que obviamente  não podia ser usado nos Estados Unidos, pois  o produto  tinha que anunciar sua exata fórmula e o que curava) seria chamado  de PILULAS CARTER PARA O FÍGADO. Pronto, estava solucionada a enfermidade decorrente dos males desse órgão humano. É claro que o produto  não tem nada em sua fórmula  original, a não ser um modesto conteúdo de vitaminas, que é uma espécie de  coringa para  as necessidades fisicas de um corpo mal alimentado. Pois bem, não sei se hoje ainda existem  as tais ‘Pílulas Carter para o figado”. O Brasil está muito mais sofisticado, e alguém já descobriu a marotice. Mas é um  dos exemplos clássicos da ingenuidade brasileira , somado á poderosa influência falsa e mentirosa  da fantástica ideia da perfeição moral  do público norte-americano.

 

                VOLTANDO Á INGENUIDADE DO FUTEBOL

 

Ora, como dizia, o país era uma  ‘não nação”, isto é, era uma casa de gente boa, gente ingênua, gente simples, com uma paz interna verdadeiramete indestrutivel e incrivelmemte pacifica. Só que não existia, ou pelo menos começou ligeiramente a tomar formato depois do fim da  calma e, mais ou menos civilizada, ditadura militar, algo parecido como democracia, pois afinal os militares eram também brasileiros e não muito afeitos ao estilo  nazista de Adolf Hitler, que matou vários milhões de pessoas inocentes. E aqui foi que a hstória do pais começou a ficar divertda e gozada, pois  como o ovo, que fica meses incrustado em sua  dura casca, ele  rapentinamente quebrou o invólucro e eis que surgiu um corpo vivo. O Brasil começava  a nascer por volta de 1980, isto é, há apenas 30 anos. E tal como  um filhote de uma poderosa águia, que  não parece ser nada quando  nasce e repentinamente se agiganta, logo começou a ganhar campeonatos mundiais no futebol, no basket masculino e feminino, no volei masculino e feminino, na natação e seus jogadores eram comprados por enormes fortunas em toda a Europa; no momento que, depois de um lento crescimento no governo de Juscelino Kubistcheck, a indústria automobilistica passou a fabricar milhões de automóveis, novas fábricas produzirem imensos tratores e o estado do Mato Grosso negava seu nome, passando a a ser a zona mais fértil do universo.

Curiosamente, até no meu próprio trabalho de intérprete simultâneo de conferências,  tanto no Departamento de Estado, como na Casa Branca,  comecei a notar a diferença de atenção à minha própria atuação, pois antes, misturado  ao espanhol subdesenvolvido e corrupto,  o meu público  de lingua inglesa me prestava uma maior atenção , considerando-me um intérprete superior, porque falava o idioma daquele grande país da América do Sul, que era o campeão do mundo em vários esportes e produzia soja, milho, arroz, feijão  e muitos outros grãos, mais do que todo o resto do mundo. Então eu deveria ser também um melhor intérprete.  Nessa altura do campeonato,  comecei a pensar que  talvez fosse a ditadura militar, com seu hábito de ordem e de disciplina que havia provocado  uma tal mudança nessa nação.mas me enganava. Não foram  simplesmente os militares,. Foi  que o ovo quebrou e dele saiu um gigante, não tanto diretamente por uma população, que saia do subdesenvolvimento, mas pelas condições “genéticas", que se achavam escondidas dentro desse grandioso ovo e cuja existência ninguém suspeitava. Nada melhor para confirmar essa observação do que me recordar do tempo de Getúlio Vargas, em que um bravo colega jornalista de nome Gondim da Fonseca escrevia um  livro chamado O QUE SABE VOCÊ SOBRE  PETRÓLEO , que  além de confirmar as  sérias suspeitas do escritor paulista Monteiro Lobato, insistia que o país tinha necessariamente  que possuir imensas quantidades de petróleo e alertando o público do perigo  do poder econômico  das grandes produtoras do óleo, ao mesmo tempo que, discretamente, o óleo começava a surgir em certas áreas da Bahia. Hoje, embora o governo equilibradissimo de um simples  sindicalista torneiro mecãnico, como o sr. Lula, pareça balançar um pouco com tanta esperada riqueza  na imensa área do chamado pré-sal (que eu preferiria chamar de Pós-SAl, pois o óleo  parece estar localizado muito abaixo da larga área de sal), a verdade demonstrou que saiu o Brasil de uma situação de país subdesenvolvido, possivelmente para um dos melhores paises do mundo em todos os aspectos, menos, naturalmente,  de um público ainda mentalmente muito subdesenvolvido, pois se reune aos milhares nas suas telas de televisão para  cair na  conversa exploradora dos grandes vigaristas  do protestantismo nativo, como ocorre, para citar apenas um,  desse malandro televisivo chamado  de bispo, hoje apanhado, mais ou menos, pela Policia Federal.

 

   

                                    CAPITULO FINAL

 

Mas o diabo foi que dentro  dessa casca dura do ovo nacional, repentinamente surgiu um novo Brasil – estranhissimo é verdade -  quando comparado ao país que conheciamos desde criança  - mas que começou a lançar-se no universo dos poderosos, com a mesma e idêntica tranquilidade modesta  dos anos anteriores. Na verdade, os próprios brasileiros não acreditavam muito no que estavam vendo     . O começo, recordo-me, foram os sapatos brasileiros, que invadiram os Estados Unidos,  como a formiga saúva . A nova indústria automobilistica   invadiu  o Brasil de uma forma espetacular e, por toda a América Latina, o carro brasileiro começou a competir seriamente com os outros veículos estrangeiros. Daí em diante, ocorreu a explosão  espetacular, quando então, finalmente, no dia 6 de setembro deste ano de 2009,  foi anunciado o grande jogo de futebol entre o Brasil e a Argentina. E aqui, novamente, conforme ocorria com nossos complexos de inferioridade, em relação ao país irmão, viamos o terror argentino ameaçando  um novo poderio  no futebol,  que realmente nós próprios não acreditávamos como um grande progresso esportivo. A imprensa brasileira denunciu a crueldade desumana da Argentina por colocar como seu técnico o inimigo mortal, com o nome de Maradona, que a todo momento  não deixava de  ridicularizar o negro Pelé Arantes do Nascimento. Contudo, com  um crescente desespero  não anunciado  abertamente, Maradona não era bobo, e compreendeu que uma arma extra, escondida debaixo da manga, era anunciar para o mundo (isto é para os brasileiros, que ávidos corriam para ler os comentários ameçadores dos colunistas “hermanos” argentinos ) que o embate seria jogado numa cidade argentina, que   não possuia  nenhuma barreira   de impedimento para que o público ferozmente argentino pudesse penetrar no campo para  dar uma surra  "nos macaquitos brasileños". De nossa parte,  muito assustados,  temíamos o confronto com os vizinhos e os sérios resultados dramáticos para o futebol brasileiro, que novamente e modestamente se preparava para apresentar-se  nos campos de futebol da Africa do Sul, no proximo campeonato do mundo. Para  completar o espetáculo assustador, o locutor da  TV GLOBO  não se cansava de anunciar os perigos que ameaçavam os  onze jogadores brasileiros, ante o poderoso time argentino comandado pelo invencível Maradona e provável campeão de 2010.

Só que o que ninguém  esperava, salvo nós os brasileiros da década pobre e modesta de 1935, foi a esplendorosa vitoria de 3 x 1, depois de um jogo calmo, assustado, medroso da equipe de um Maradona, que passou  todo o tempo roendo as unhas  de vergonha e fracasso, ante a espantosa e invencivel equipe brasileira , que valia hoje nos mercados mundiais do futebolismo internacional milhões de euros. Os argentinos escapuliram escondidamente do estádio, embora o mais curioso,( mas também, como no passado não muito distante  não percebido por todo brasileiro que assistia ao jogo em seus apartamentos e casas no Brasil inteiro), foi a equipe brasileira modestamente vitoriosa por um jogo que consideravam naturalmente os argentinos como o  certo vencedor.  È que hoje,   o publico do  Brasil aceita a vitória, com a mesma modesta  tranquilidade, como  aceita também a nova atitude dos outros lideres  mundiais, que recebem o presidente do Brasil com toda  a cortezia, respeito e admiração com que antes recebiam a rainha da Inglaterra.  Parece que saimos realmente do antigo e complexado subdesenvolvimento.

  

                 E COMO SERÁ O BRASIL DO FUTURO?

 

É claro que para um cidadão que é jornalista apenas e não um tolo advinhador de um futuro que ninguém tem condição de prever, (exceto os vigaristas dessas igrejas e templos que exploram pela televisao os  ignorantes brasileiros, que "falam" com Deus), pretender avaliar o que ocorrerá  no Brasil futuramente não é coisa fácil. Mas há, contudo, algumas coisas que não serão  difíceis prever, posto que ótimos exemplos estão acontecendo todos os dias.  No caso da religião, por exemplo, estamos vendo  o novo e imenso número das tais igrejas evangélicas, que sugam o sangue   de um vasto número de pessoas de baixo nivel de educação, através do uso indecente e imoral da televisão. Temos  uma variedade imensa de vigaristas  do pior calão, que se valem da Internet, para roubar  dinheiro das contas bancárias. Temos um vasto numero de politicos, como no caso atual do Senado Federal e da Càmara dos Deputados, que se valem  de poderes negados ao povo, para assaltar o próprio povo que lhes paga os vastos salários. Agora, com   a imensa riqueza prometida com o chamado pré-sal, o que sucederá com a indústria do petróleo? Será que o óleo será vendido aos compradores de outros paises e o dinheiro embolsado por meia duzia de espertos brasileiros?  Não sabemos nada hoje e provavelmente nada saberemos amanhã. E esse é o grande desafio que o Brasil do futuro enfrentará, não um joguinho bobo de futebol com os fracotes argentinos. Só que desta vez, o jogo será muito mais sério.

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA


Nascido no Brasil, o Jornalista Mário Giudicelli é Mestre em Sociobiologia (a ciência que estuda as formas de comportamento de todos os seres vivos, inclusive das plantas) – Universidade de Connecticut, 1973. Trabalhou por mais de 20 anos na Drug Enforcement Administration, a Agência Federal dos Estados Unidos de Controle e Policiamento de Drogas. Funcionário da Casa Branca,durante 12 anos, foi tradutor simultâneo dos Presidentes George Bush (pai) e Ronald Reagan. Entrevistou inúmeras celebridades como os artistas Kirk Douglas, Clint Eastwood, John Wayne, o diretor Alfred Hitchcock, a atriz Jane Fonda, Janeth Leigh do filme "Psicose",Edson Arantes do Nascimento, o Pele ,Garrincha, Henry Mancini e vários outros; o Presidente Arthur da Costa e Silva, o Presidente Juscelino Kubistchek"Atual Presidente de Cuba, Raul Castro", inúmeros deputados, senadores, jornalistas, cientistas de vários países da América Latina; o General Perón (em 1947), Che Guevara, Fidel Castro, Jânio Quadros, Ludwig Erhart da Alemanha Ocidental, Gamal Abdel Nasser, Presidente do Egito, de quem foi tradutor simultâneo durante cinco anos. Foi locutor da Rádio do Cairo ( entre 1957 e 1962 ) e da Voz da América ( entre 1973 e 1974). Tornou-se amigo do cientista alemão Werner Von Braun com quem gravou uma das mais interessantes entrevistas sobre o destino da humanidade (a entrevista com o Dr, Von Braun está disponível para quem desejar uma cópia ). Giudicelli foi correspondente de guerra no Terceiro Exército do General George Patton, entre dezembro de 1945 e maio de 1946; foi correspondente no Tribunal de Guerra em Nuremberg, durante um ano e meio, sendo o único jornalista, ainda vivo, que esteve presente em todo o julgamento dos criminosos nazistas.


 


 
 
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