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O PASSADO NOS ENSINA TUDO

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

O PASSADO NOS  ENSINA TUDO

 

                                                              Texto de

                                                               MARO GIUDICELLI

 

Gosto muito de ler  biografias e particularmente  história universal. Não que eu aprecie combates, guerras, vitórias, mortes ou lá o que seja. O que desejo aprender é a forma como se  vivia há  cem ou mil anos. E gosto também de comparar a vida de certos  personagens do passado, com pessoas equivalentes nos nossos dias de hoje, Por outro lado, tomando como exemplo o que se conta hoje em dia de pessoas, quando as noticias saem nos jornais da maneira a mais enlouquecida possível, fico imaginando como se deturpam facilmente coisas que deveriam ser descritas de forma completamente diferente. Napoleão Bonaparte é um bom exemplo disso e acredito que o que li em numerosas publicações francesas parecem estar  sendo contadas de forma muito anticientifica, posto que por uma rara curiosidade, minha família Giudicelli,  que viveu no tempo  do grande líder francês, deixou-nos escrito um bom número de anotações sobre a personalidade desse famoso francês, a partir do dia em que Napoleão,  por volta dos  oito anos de idade,foi levado da Córsega para  uma escola particular de um Giudicell, bem ao lado de onde é hoje a estação de Chaussé d`Antin, então, conhecida como station Dantin.

Na École Dantin --- o tal Giudicelli  era também um cidadão da Córsega, e amigo de sua mãe --- Napoleão ficou logo conhecido como um garoto rebelde, posto que com seu sotaque italiano, pequenino e pouco sociável brigava com todos os colegas mais velhos e mais desenvolvidos fisicamente. Segundo observações desse antigo parente,  o futuro Imperador ficou apenas um ano e meio nessa escola, onde em pouco tempo, assumiu gestos e atitudes de corajoso e valente, logo aceitando com alegria a ideia de ser admitido na "École Militaire de Brienne, há pouco  distância de sua escola primária,

Outro detalhe curioso de sua personalidade, foi que em menos de oito anos, já tinha  conquistado a posição  de subtenente e ,talvez,  movido por seu diminuto tamanho, ele procurava compensar seu provável complexo de inferioridade ( tinha então 1,68m ) ao mostrar com arrogância, sua determinação de manter severa disciplina com seus colegas mais velhos, mas de menor posto.

No seu primeiro combate  real contra os ingleses, em Marselha,  Napoleão exibiu pela primeira vez tudo o que havia aprendido na escola militar em Paris, pois apesar de ter apenas  1000\soldados. obrigou os ingleses a reembarcar e escapar do cerrado fogo  das tropas francesas. Essa inesperada vitória, conduzida por apenas um tenente coronel, era pelo menos uma notícia ansiosamente esperada por um governo instável em Paris, e ameaçado, a todo instante, por  inimigos  internos da antiga realeza, emocional e economicamente  ligada  aos interesses britânicos. Daí que não foi de surpreender que aquele novo líder militar subisse rapidamente no prestigio popular, podendo em pouco menos de 4 anos, se transformar no grande herói nacional, que desbaratou as tropas de quase toda uma Europa medieval, que temia que as vitórias napoleônicas fizessem da França – como realmente sucedeu – um modelo de justiça  social  a ser copiado e imitado pelo resto da Europa.

Mas a verdade é que em nossa busca sobre o completo caráter de \Napoleão  não nos deixaríamos levar simplesmente porque foi um  grande general, porque criou o famoso Código de \Justiça Napoleônico, hoje copiado em grande parte do mundo, ou porque era um homem vaidosíssimo( possivelmente  provocado pelo desejo de compensar sua baixa altura ).

O que eu ousaria afirmar, com  base exclusivamente no estudo sóciobiológico do grande francês, é que ele era apenas um ser humano com todas as suas naturais falhas e méritos, conforme tentarei aqui descrever, fazendo as  seguintes  indagações :

1 – O que levou Napoleão a uma subida tão rápida nas forças armadas da França ?

Resposta :  Três parecem ter sido as causas.  A primeira, era que Napoleão sempre pareceu complexado pela baixa altura, razão porque sempre criticava seus dois mais chegados generais, tanto  nas batalhas pela conquistas no norte da Itália, como durante a campanha da Espanha, porque estes eram  homens de muito maior altura física,

Em segundo lugar, porque precisamente por sua baixa estatura, na ocasião de sua  autonomeação como Imperador, usava sapatos de salto demasiado altos. Era também  de origem italiana, de modo que ao procurar parecer ser genuinamente francês,  ele fazia questão de acentuar um melhor sotaque parisiense, o que o obrigava a querer ser sempre o grande  "citoyen",  mas nunca o  "petit corporal  de la Corse", conforme se dizia entre os líderes da passada revolução parisiense. Indubitavelmente, que entre os vacilantes lideres pré-napoleõnicos, havia já em Paris, daquela época, uma sensação  do perigo que significava enfrentar os criminosos cruéis que dominavam o crime organizado na capital, todos procedentes da Córsega.  Assim, com sua firme determinação de ser "mais catõlico que o Papa", isto é, mais francês do que os dirigentes franceses em Paris,  sobrava-lhe a valente coragem de enfrentar qualquer oposição, e essa reputação se espalhou por toda Europa.

2 -  Como Napoleão criou uma nova nação moderna e de que forma?

Ele pôde não apenas  criar o notável Código Napoleão, como  revolucionou totalmente uma França ainda quase que completamente dominada pela alta nobreza detrês longos reinados como Luis XIV, Luis XV e Luis XVI ? E finalmente  derrubar o imenso poder da Igreja ?

A resposta sem dúvida se apóia num de seus gestos extraordinários, isto é, de que nos poucos anos em que comandou a França  em estado de  semi-paz, ou seja,  nos dois anos anteriores a sua loucura de invadir a Rússia ,  Napoleão soube cercar-se de  grandes figuras da ciência de seu pais e adotando, desta vez, uma modesta atitude, tratava figuras como o cientista Pierre Simon Laplace, o maior fisico, astrônomo e matemático francês,  com tal humildade,  que sempre curioso sobre as novas revelações científicas da origem do universo,  certa vez, indagou : " Docteur la Place, vou [étes  simplemant plus intgelligent que toutes nous ensemble. Dites moit, quêst que ce que nous allons faire  avec la religion dorenavant ?"  Tradução  : Doutor \La Place. O Sr. é simplesmente muito mais inteligente que todos nós juntos. O que é que devemos fazer com a religião de agora em diante ? "  Ao que o cientista francês,  sem nenhum temor ante a presença do futuro Imperador, disse mordazmente :  'Ah, Magestade, não tenho lugar na minha ciência,  para essa tolice" . E La Place prosseguiu sua visita à Corte, não dando a menor importância ou continuação à pergunta do surpreendido líder francês.

Embora reconhecendo a importância dos sábios ensinamentos dos grandes cientistas e juristas franceses, e aproximando-se o dia de sua coroação, Napoleão sempre judicioso e calculista, e, certamente,  objetivando  buscar a paz para poder realizar seus planos de governo, procurou atrair o papa  em Roma para as grandes festanças da coroação em Paris. Mas não resistindo a sua vontade de poder e o desejo de se exibir  perante as massas, afastou-se do Papa, que aguardava seu chamamento para a cerimônia, e, tranquilamente, colocou a coroa na sua cabeça com suas próprias mãos

Uma observação final parece, como no caso do sr.J.Edgar Hoover,  ex-diretor  por toda a vida no F.B.I., que, desperadamente, procurava ocultar seu flagrante homossexualismo  com  gestos e palavras de supermacho, no caso  do imperador francês, sempre se comentou em Paris que Napoleão além de pequeno em estatura, era  um homem com um pequeno pênis, muito menor mesmo do que se revelou após sua morte na Iha de Santa Helena.

Ressalte-se que  seu primeiro casamento teve muito pouca duração;  logo que ele  partiu para nova campanha militar contra o Império Austro-Húngaro, sua primeira mulher não deu a menor importância à ausência do marido, a ponto de nunca responder a suas cartas de amor  vindas do front austríaco, ao que se conta, logo atirando-se nos braços de uns poucos militares altos e fortes, que haviam ficado para trás.

Em outras palavras, Napoleão não era um grande homem nem na altura, nem na cama (e aparentemente punha a culpa em suas mulheres) e, portanto,  se lançava feito doido contra os inimigos procurando com isso ser o grande soldado machão, que não era domesticamente.

Daí que pergunto : Não está portanto sua biografia incompleta ou errada por  outras razões  como  DEIXAR DE CITAR tais fatos acima,  que o transformariam num homem comum complexado?  Daí que eu vou  mais longe e transfiro a mesma questão para  lideres mais  recentes, ao indagar : Por que Getúlio Vargas, pequenininho,  teve, como amantes, conhecidas artistas de teatro ?  Será que há verdade que os americanos brancos votaram num negro, porque repentinamente  passaram a ser antirracistas OU PORQUE O  consideram realmente pouco dotado intelectualmente?

 

 Informações sobre o autor:


Nascido no Brasil, o Jornalista Mário Giudicelli é Mestre em Sociobiologia (a ciência que estuda as formas de comportamento de todos os seres vivos, inclusive das plantas) – Universidade de Connecticut, 1973. Trabalhou por mais de 20 anos na Drug Enforcement Administration, a Agência Federal dos Estados Unidos de Controle e Policiamento de Drogas.

Funcionário da Casa Branca,durante 12 anos, foi tradutor simultâneo dos Presidentes George Bush (pai) e Ronald Reagan. Entrevistou inúmeras celebridades como os artistas Kirk Douglas, Clint Eastwood, John Wayne, o diretor Alfred Hitchcock, a atriz Jane Fonda e vários outros; o Presidente Arthur da Costa e Silva, inúmeros deputados, senadores, jornalistas, cientistas de vários países da América Latina; o General Perón (em 1947), Che Guevara, Fidel Castro, Jânio Quadros, Ludwig Erhart da Alemanha Ocidental, Gamal Abdel Nasser, Presidente do Egito, de quem foi tradutor simultâneo durante cinco anos. Foi locutor da Rádio do Cairo ( entre 1957 e 1962 ) e da Voz da América ( entre 1973 e 1974).

Tornou-se amigo do cientista alemão Werner Von Braun com quem gravou uma das mais interessantes entrevistas sobre o destino da humanidade (a entrevista com o Dr, Von Braun está disponível para quem desejar uma cópia ). Giudicelli foi correspondente de guerra no Terceiro Exército do General George Patton, entre dezembro de 1945 e maio de 1946; foi correspondente no Tribunal de Guerra em Nuremberg, durante um ano e meio, sendo o único jornalista, ainda vivo, que esteve presente em todo o julgamento dos criminosos nazistas.

Release para Imprensa

http://www.comuniquese.com.br/deliverer_homolog/site/preview.asp?id=45691


 


 
 
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