Sociobiologia>O PROBLEMA DE VISTOS E PORQUE OS BRASILEIROS NÃO SÃO RESPEITADOS PELOS NORTEAMERICANOS

Digite sua dúvida:

 

O PROBLEMA DE VISTOS E PORQUE OS BRASILEIROS NÃO SÃO RESPEITADOS PELOS NORTEAMERICANOS

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

O PROBLEMA DE VISTOS E PORQUE OS BRASILEIROS NÃO SÃO RESPEITADOS PELOS NORTEAMERICANOS

                                                

                                               Texto de Mário Giudicelli.

                                                Inciado em 2000 e concluido em 2009

 

                   Talvez para melhor compreensão da questão  que dá título a esta matéria, conviria dar fatos e dados isolados, que somados constituem então todo o problema. Não tenho a menor intenção de ser contra ou a favor de nada. Tudo o que se segue é, pelo menos, a maior parte da realidade. Você é quem decide o que prefere interpretar. Vamos aos variados aspectos da  realidade americana :

 

1 - Os Estados Unidos têm uma formação inteiramente diferente da do Brasil ou do resto do mundo. Essa nação foi constituida por numerosos grupos, isoladamente, que  procediam de uma Europa semi-medieval, que não os tolerava por serem fanáticos religiosos ( embora nos Estados Unidos se conte a história de forma diferente, alegando que os "Pilgrims" , ou pioneiros, fugiam da perseguição. - Veja o autor americano Gore Vidal que conta  os fatos com detalhes), procurando achar na América uma região onde pudessem professar suas convicções com liberdade. Junto a esses grupos protestantes e calvinistas, vieram também numerosos outros grupos, incluindo católicos, que se situaram na colônia de Maryland.

 

2 - Uma vez formados os Estados Unidos a partir de 1776, houve sempre uma tendência  desses mesmos grupos protestantes, que agora dominavam o poder porque eram maioria, no sentido que impedir que seu país acolhesse pessoas que não fossem iguais a eles.

 

3 - O vigor do espírito trabalhador do protestante, somado à enorme extensão de terra plana e fértil e mais o fato de que o clima era bem mais saudável do que as regiões tropicais, fizeram com que rapidamente o país crescesse rapidamente. A descoberta do petróleo na Pennsylvania, o gênio inventivo americano e uma constituição que permitia uma liberdade para que todos lutassem por um pedaço do bolo nacional, ao mesmo tempo que , por sua heterogeneidade, nenhum grupo tinha realmente mais poder que o outro ( afinal, as 13 colônias originais se juntaram para formar o país , em que cada um tratava de defender seus objetivos e interesses), permitiriam que se desenvolvesse um sistema capitalista intenso e as  idéias socializantes ou a influência católica de ajuda ao próximo nunca realmente fincaram pé no país. Esse, com efeito, foi o motivo principal da penetração do europeu protestante no meio oeste, a idéia do cowboy que enfrentava todas as dificuldades para desbravar  as novas regiões a oeste do rio Mississipi e a grande atração da Califórnia, onde logo se soube ser um grande produtor de ouro e prata.

 

4 - A Primeira, como a Segunda Guerra Mundial, longe de internacionalizarem os norte americanos, serviram, ao contrário, para reforçar a permanente  pressão pelo isolacionismo, um dos fatores que pouco a pouco, foi  fechando as portas para os imigrantes, sobretudo aqueles que não fossem protestantes e brancos. Contudo, a necessidade de construir estradas de ferro para a Califórnia e a conquista de parte do México ( que acabou por dar aos Estados Unidos os novos estados do Arizona, Texas, Califórnia, Nevada e Novo México) e mais a constante infusão dos escravos negros, forçou o país a ter em eu seu seio novos a grandes grupos de indivíduos que não eram nem "brancos" (como os chineses,) nem protestantes (como os mexicanos) e nem sequer "gente" como eram considerados os africanos. .E como havia uma natural tendência, já estabelecida anteriormente, para que os grupos humanos recém chegados não se misturassem com seus competidores e como a própria história inicial do país foi o da união de treze colônias separadas umas das outras, tudo isso fez com que os habitantes do país somente se unissem quando ameaçados externamente, mas completamente separados em tempos normais. E nesses tempos normais não era da conveniência de seus habitantes. que entrasse mais gente no país.

 

5 - O pavoroso ( e sobretudo maiormente imaginário) terror do crescimento da União Soviética, com uma política nacional anti-religião) - algo completamente inaceitável aos protestantes,  intensificou ainda mais o medo do estrangeiro.  Um político imoral e desonesto, o senador Mc Carthy do estado de Wisconsin, aproveitou-se desse mórbido e descabido terror, em 1950  e ao iniciar-se a luta na Coréia,  para lançar uma campanha nacional de "caça aos comunistas" , precisamente no momento em que os Estados Unidos sairam a campo internacionalmente para hostilizar os países comunistas (China, Rússia, Coreia, etc) . Paralelamente, nos últimos 35 anos o país tem sido dominado pela ala ultraconservadora do partido  republicano e que é claramente anti-estrangeiro, sobretudo se mexicanos, e latino-americanos de um modo geral.

 

6 - O cargo de funcionário diplomático no exterior é uma função geralmente ocupada por burocratas do governo e dentro do Departamento de Estado, sem que esse pessoal  tenha realmente muito conhecimento dos países onde operarão.  Tais pessoas levam consigo seus preconceitos,  suas variadas formas de fanatismo religioso, suas antipatias pessoas contra este ou aquele grupo e, dentro das próprias embaixadas, igualmente tem seus continuados conflitos entre si, cada um querendo a melhor posição e a que mais vantagem oferece.

 

7 - Para um norte americano médio que nunca tenha sabido nada do que é o Brasil, a vida nas cidades tipo Rio de Janeiro, São Paulo ou Salvador, as impressões que adquire do país e dos brasileiros é geralmente confusa. Isso ocorre porque tal funcionário, por ter uma visão do mundo limitada ao que aprende dentro dos Estados Unidos, ora cria horror total, ou julga que todos os brasileiros são desonestos, ou, pior ainda, completamente imorais e obcecados com um tipo de sexo que nos Estados Unidos é completamente pecaminoso. Por exemplo, para um americano é completamente incompreensível que o "imoral e obsceno" carnaval possa ser apresentado na TV , ou que as mulheres sejam vistas com os seios à mostra. Habituados, por outro lado, a uma rígida  disciplina social interna, os americanos encontram enorme dificuldade em aceitar um país onde a desordem e a bagunça  são generalizados. Não se pense, entretanto, que essa ordem e respeito à lei norte americana seja uma espécie de determinismo genético.  O que faz com que a lei e o respeito ao direito dos outros sejam acatados, deve-se somente ao fato de que como os variados grupos e "lobbies" têm todos que conviver uns com os outros e como não existe  nenhuma  "integração" nacional, há uma absoluta necessidade de que todos cumpram a lei, pois do contrário haveria o caos, já que cada um tem, teoricamente pelo menos, os mesmos direitos que os demais. Esse fenômeno do respeito à lei não existe no Brasil,  é curioso dizer,  precisamente porque aqui se trata de uma nação integrada, onde alfa bica beta, que bica gama e assim por diante, até o último dos ômegas, que é bicado por todos e não bica ninguém de volta.

 

8- Os brasileiros ainda não se deram conta de que é uma inutilidade reclamar dos funcionários americanos nos consulados, pelo fato de que são maltratados.  Esses funcionários gozam de proteção diplomática e  estão dando pouca importância a reclamações que não passam da porta de seus escritórios confortáveis. O segredo para uma completa mudança de atitude não é, paradoxalmente, conhecido nem sequer por aqueles que mais têm competência para atacar o inimigo onde reside sua fragilidade. Brasileiros gastam milhões de dólares visitando a Disneyworld, usando companhias áreas americanas, utilizando os melhores hotéis e fazendo gastos enormes  nas lojas tais como a Bloomingdale,  Macy's e outras. Esses grupos econômicos têm enorme interesse no dinheiro trazido por brasileiros. Consequentemente e sabendo-se que a América é um caldeirão de milhares de "lobbies", ninguém pensa na idéia de se constituir igualmente um "lobby"brasileiro que levasse as empresas que mencionei a investirem duramente sobre o Congresso dos Estados Unidos, exigindo um melhor trato do turista nacional.. E isso se consegue com a força das empresas aéreas,  das cadeias dos grandes hotéis e das Câmaras de Comércio americanas.  Bastaria um bom anúncio no New York Times dirigido particularmente a essas empresas, anunciando que o governo e povo brasileiro haviam decidido boicotar as viagens a esse país e explicando sua causa,  não tenhamos dúvida que o Departamento de Estado seria chamado às falas POR NORTE AMERICANOS COM PODER  E ESTES FAZEM COM QUE AS COISAS FUNCIONEM CORRETAMENTE. Uma boa reportagem publicada num jornal como o Miami Herald ou no Washington Post seria excelente matéria de escândalo, pois um prefeito de Miami ( que é a quarta cidade mais pobre dos Estados Unidos e que vive do turismo) ou de Orlando onde 1/4 parte da riqueza do turismo procede do Brasil, provocariam grande reação dos políticos locais, todos interessados em provocar escândalo para benefício político em seus estados.

 

9 - E há, finalmente, algo que somente pode ser feito no Brasil, isto é, deixar de proteger indústrias e comércio brasileiros, que cometem verdadeira extorsão ao cobrarem caríssimos preços por objetos (tais como eletrônicos, por exemplo), quando os mesmos objetos  custam uma terça parte nos Estados Unidos, embora os operários americanos ganhem quase dez vezes mais que os brasileiros.  Enfim, fazer  com que a classe dominante brasileira  (governo, igrejas, grandes empresas, etc) aprendam, não a importar da noite para o dia as últimas novidades eletrônicas ou  a última gravação de Frank Sinatra, mas , sim, importar o respeito à lei,  a pagar honestamente o imposto de renda, a ensinar as mulheres a tomar a pílula anticoncepcional e assim evitar o aumento da pobreza, além de copiar da ética puritano protestante  a necessidade do trabalho sério. O Brasil, se todas as coisas fossem iguais,  deixaria de longe os Estados Unidos em beleza, em clima, em produção de agricultura,  em cordialidade, em "joie de vivre"', sem falar na completa integração racial, na simpatia generalizada pelo estrangeiro e  no fato de que não nos odiamos porque alguns têm o nome terminado em vogal, tem a pele escura, ou cara de japonês.  Milhares de brasileiros que pensam que as ruas americanas estão todas pavimentadas com ouro e prata e que abundam os empregos, onde se ganha muito dinheiro, constatam que realmente se ganha muito melhor que no Brasil e que é fácil conseguir empréstimos em bancos, que os juros são baixíssimos e que muitos podem ter todo o conforto doméstico em apartamentos cujo preço estão sempre dentro dos salários ganhos. A fascinação inventada por Hollywood e a Disneyland , o grande faz de conta da sociedade americana foram criados para permitir ao povo americano sonhar ou imaginar aquilo que não pode fazer na vida real. Mas ao viver nos Estados Unidos, o brasileiro acaba por constatar que a realidade é diferente e que as pessoas são distantes, que não gostam de conviver senão com seus iguais e que os vizinhos,  qualquer que seja o sorriso que possam exibir,  permanecem  à distância e julgam esse estrangeiro, com inglês de má qualidade,  provavelmente como mais uma gente que quer dividir ou compartilhar com eles seu objetivo indefinido, qualquer que ele seja.

 

Finalmente, dentro dessa disputa pelo bolo nacional , igualmente existem aqueles outros "lobbies" (hotéis,. empresas de turismo, Disneylandia, companhias de aviação  etc) todas elas interessadas apenas nos seus objetivos comerciais e assim fazem enorme propaganda interna e externamente, de modo que o ingênuo forasteiro se sente atraído por essas luzes brilhantes e, tal como os insetos, quer girar em torno delas, levando-os a tentar obter visto para entrar no país das maravilhas. Mas como o lobby maior do momento é o poder de extrema direita do partido republicano  e como a vida nos Estados Unidos  não oferece mais os antigos e imensos territórios vazios para serem explorados,  cada dia se torna mais difícil poder entrar nos Estados Unidos e essa é a principal razão porque os consulados estão instruídos para se tornarem a grande barreira contra o estrangeiro. O que, quando verdadeiramente paramos um pouco para pensar no nosso próprio caso, não é muito diferente dos enormes impedimentos que o Brasil está impondo a todos os cidadãos vizinhos da América do Sul ( e também da Africa) que da mesma forma querem trabalhar nas cidades brasileiras, mas são barrados pela Polícia Federal.

                    +++++++++++++++++++

 

Um fator interessante e oportuno de relatar que foi  básico na minha extensa vida internacional, foi a decorrência de um fato ocorrido numa rápida passagem por Dakar, no Senegal. Conto esse detalhe, para que o leitor possa ter uma melhor percepção  daquilo que se segue mais abaixo.  Passemos para o próximo parágrafo.

  

Eu viajei por volta de 1947 para a área comunista da Europa a convite indireto feita por um representante de um país comunista que tinha então representação no Brasil. A viagem foi realizada também para aproveitarmos a inaguração de uma linha áerea da PANAIR DO BRASIL para Lisboa e Paris.  Na viagem seguiam tambem outros  vinte e poucos jornalistas, um dos quais, surpreendentemente. era uma catlico fervoroso.           Ao descermos em Dakar, para uma breve estada de 24 horas, quando um dos motores do           DC7-C  era reparado., passeamos em grupo pela cidade.  Quando nos vimos  na frente de um edificio que parecia ser uma igreja, um dos meus colegas, um baiano negro  retinto, figura maravilhosa de simpatia, acenou seu desejo de visitar essa igreja, onde afinal todos entramos. Como  então bom carioca, que se denominava de católico mas que rarissimamente entrava numa igreja,  caminhei respeitosamente até o fundo do átrio ( acho que esse é o nome que dão ao longo corredor )  notei uma grande figura no altar, qe era obviamente a figura imaginada de Jesus Cristo. Qual nao foi minha surpresa,( e de todos os meus companheiros ) quando observei que  esse cidadão religioso era  simplesmente um enorme negrão daqueles bem retintos que vemos  em certas áreas da Bahia. Todos naturalmente nos surpreendemos, pois, como era óbvio, para os brasileiros  o Sr, Jesus Cristo  tinha que obviamente ter um rosto bem romano, louro, provavelmente com olhos azuis, segundo nos ensinavam em todas as escolas e igrejas brasileiras. E prosseguimos depois a viagem para a Europa.

         Essa excursão pela Europa  não comunista e comunista foi muito interessante, não fosse a circunstãncia de que logo após nossa chegada em Moscou, recebemos um novo convite, dessa fez para prosseguirmos por trem através de toda a então URSS , para a nova China semi-comunista de então, terminando a viagem no Japão.

       Foi precisamwente  no Japão, que novamente nos surpreendemos com a repetição do mesmo acontecimento sucedido em Dakar, isto é, ao passarmos por uma igreja próxima ao famoso  ‘dowtown” de Tóquio, meu companheiro baiano quis novamente entrar  nessa  igreja catolica. E o que aconteceu não foi menos  surpreendente :  no fundo do altar, lá estava nova figura do mesmo Sr. Jesus Cristo, com a notável diferença que o cidadão ali mostrado era exatamente um japonezinho igual aos outros milharse de japoneses que viamos por toda a parte na exitante e movimentada capital japonesa.       

           O moral dessa história foi que a partir dai, logo após ter começado as intermináveis 174 viagens de costa a costa pelos Estados Unidos, ou como jornalista, fazendo 17 viagens de volta ao nundo e um sem numero de viagens ao Brasil nessers 40 anos,  compreendi que o mundo  era uma coisa  de dificil compreensão para o cidadão médio comum,  que nunca sai do seu bairro ou de sua cidade, e que era essa dificuldade  produto de sua falta de educação  mundial, que levava os cidadãos á estupidez do patriotismo,  da religião e de todas as outras inumneras  formas de fé que existem, desde um simples  jogo de futebol entre uma equipe do Rio contra uma equipe de São Paulo, quando os torcedores fanatizados são capazes se se degladiar no meio do campo, como também ocorre, quando  irlandeses católicos do norte se degladiam contra os protestantes do sul da Irlanda. E essa é então a razão,  da origem desse documento acima que o leitor acaba de tomar conhecimento e que nos mostra     que somos todos iguais:  o cidadão americano da embaixada quwe nega o visto a um inocente turista,  do torcedor do clube que perde o jogo de futebol; do católico  e do protestante idióticos que brigam pela  “PROPRIEDADE’  de um, Jesus Cristo que não sabem bem definir quem é,  ou um

 

 

MÁRIO GIUDICELLI INTERNACIONALISTA, QUE AINDA SE SENTA NA FRENTE DO VIDEO DA TV PARA TORCER A FAVOR DO BRASIL, QUANDO NA DISPUTA DO CAMPOEONATO MUNDIAL. DE FUTEBOL .......


 


 


 
 
Home | Produtos | A empresa | Dúvidas | Mapa do site | Contato
© 2008, C.A.L.M. INTERNATIONAL - Todos os direitos reservados
Conheça nossos outros sites!!!
Remédios | Suplementos e Vitaminas | Vitamed | Para alérgicos

Alergia | Cancer | Cardiologia | Clinica Medica | Dermatologia | Doenca Infecto Contagiosas | Endocrinologia | Gastroenterologia | Ginecologia e Obstetricia |
Neurologia | Nutrologia e Medicina Ortomolecular | Oftalmologia | Oncologia | Ortopedia | otorrinolaringologia | Pediatria | Perguntas Frequentes | Pneumologia |
Reumatologia | Seguranca na Internet | Sociobiologia | Urologia |