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O que explica as mortes coletivas nos estados unidos

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

 

                                        Texto de Mário Giudicelli
                                                                         
                                                  Fevereiro de 2007
           
         Alguns poucos leitores desta coluna tê’m-me enviado e-mails procurando entender porque razão ocorrem com impressionante regularidade os repetidos assassinatos violentos e coletivos nos Estados Unidos contra pacatos cidadãos ou edifícios públicos. Surpresos, muitos indagam como podem ocorrer crimes dessa natureza, sem que haja uma clara motivação que os justifique e numa nação que possui o mais alto nível de bem-estar e educação do mundo. Em resposta, devo esclarecer que, lamentavelmente, uma completa e clara resposta exigiria muito mais espaço do que uma coluna que geralmente se restringe a pouco mais de 65 linhas. Por isso, desculpando-me perante os leitores por uma resposta sumamente sintética, eis aqui o que leva uma parte pequena dessa população a tais atos de loucura.
 
                AS DUAS RAZÕES PRINCIPAIS
 
         Sintetizando, duas são as razões principais que levam certos indivíduos aparentemente normais a cometerem tais atos criminosos. Uma razão é a existência de uma sólida democracia. Outra é a existência da ética puritano protestante calvinista. A democracia americana surgiu da circunstância de que os vários grupos que compunham as 13 colônias iniciais, ao tramarem a independência da Inglaterra, não queriam que com o surgimento da nova nação, os Estados Unidos fossem repetir o mesmo injusto sistema inglês com reis poderosos donos do poder. Com tal propósito em vista, criaram um país onde o poder foi dividido de tal maneira, que até a educação escolar, ainda nos nossos dias de hoje, é decidida por juntas estaduais de educação. Em termos práticos, não existe um Ministério de Educação nos Estados Unidos, porque as populações locais, muito individualistas e ciumentas de seus direitos, acham que um órgão federal interferiria em sua forma pessoal de educar as crianças. Esse sentido de individualidade ou de “independência de Washington” , é o mesmo que leva certos grupos a pretenderem se manter distantes, desconfiados e muitas vezes odientos em relação a outros grupos, conforme ocorre comumente entre brancos e negros, para citar apenas um caso. Essa é, ironicamente, a razão porque, em termos humorísticos, costumo dizer que para que possamos viver com conforto, com abundância de empregos e bem-estar, precisamos sempre nos Estados Unidos inventar um inimigo a quem odiar. Nada faz o país funcionar melhor do que a ameaça externa de um Saddam, Hussein, de uma Coréia comunista, de um Noriega no Panamá, de um Castro em Cuba, ou da abundância da cocaína na Bolívia e Colômbia. Todos os presidentes passados e presentes sempre souberam explorar bem essa necessidade social. Não fossem esses inimigos imaginários, estou convencido de que os Estados Unidos se esfacelariam, porque esta é a única e maior nação heterogênea do mundo, onde ninguém quer se misturar com ninguém e onde cada americano gosta de ser identificado como African-American, Italian American, Jewish (judeu) American, Irish (Irlandês) American e assim por diante. Tal separação e isolamento leva por vezes certos indivíduos a se sentirem como estranhos, odiando toda a nação que é vista por eles, ora como intoleravelmente negra, intoleravelmente, católica, ou interminavelmente qualquer outra coisa.
 
                           A TENTAÇÃO DO PECADO          
 
         A segunda e poderosa razão e que se alia de mãos dadas à primeira, é a odienta, burra e fanática ética puritano protestante e calvinista, que considera todo o prazer um pecado e que irritante e constantemente nos informa que estamos condenados ao inferno e que Deus não dá um tostão por nossas almas pecadoras. Essa permanente propaganda e tensão social é criada pelos fundamentalistas dos Estados Unidos, que possuem um imenso poder e vasta cadeia de estações de televisão capitaneadas por indivíduos espertíssimos, inteligentes e grandes comunicadores, que sabem habilmente arrancar vultuosas quantias dos seus crentes com a ameaça aterrorizante do inferno, do qual só podemos escapar com a contribuição permanente de bilhões e bilhões de dólares, que são enviados aos conhecidos Jimmy Swaggart, Oral Roberts, Billy Graham e vários outros. É a soma dessas duas forças negativistas que, unidas, criam um ambiente de distanciamento, de ódio ou preconceitos contra outros grupos igualmente intolerantes. Curiosamente, como nos achamos numa nação em que as leis são firmes e respeitadas mais ou menos por todos e como cada um tem o direito de tentar devorar ou destruir o outro e evitar ser destruído ou devorado ( e tudo dentro da lei ), o outro lado da moeda é que desenvolve-se uma economia pujante e poderosa, ( e inexistente noutros países, onde piedosos indivíduos acreditam que o estado tem que interferir em tudo, fazendo deste o todo poderoso, onde posteriormente depois a própria massa que o criou vem de pires na mão pedir emprego e ajuda). Mas se essa sociedade capitalista e livre dos Estados Unidos nos proporciona amplo emprego, com os bancos correndo atrás de nós para nos oferecer dinheiro a juros ridículos, do outro lado encontram-se milhares e milhares de indivíduos doentes mentalmente, que não conhecendo ou sequer tendo oportunidades de entretenimento que os afaste do crime e sentindo-se impedidos de satisfazer seus desejos físicos naturais ( como uma natural sexualidade, por exemplo) e tendo ao mesmo tempo medo de todo o mundo, escondem-se em seu mundo de ilusões, de onde partem para colocar bombas em edifícios públicos, escapar para a Guiana ( como ocorreu com o louco Jim Jones) e ali cometerem suicídio coletivo mais de 1,500 pessoas.
         Todas as sociedades humanas sempre possuem seu pequeno grupo de indivíduos neuróticos, doentes ou loucos. Recentemente, até mesmo no Brasil, onde as poucas neuroses sociais não são envenenadas pela ética puritano protestante calvinista, surgiu o caso de um motoqueiro em São Paulo, que matou várias mulheres, sendo assim definido como um “serial killer”. Mas não apenas são raros esses casos, como porque a despeito da pobreza e falta de empregos e várias outras injustiças sociais,     existe grande potencialidade para distração e entretenimento, tais como a livre sexualidade, o jogo do bicho, a praia, o futebol ou o carnaval, inexistentes nos Estados Unidos. Assim , os loucos e neuróticos americanos, diferentemente dos loucos e neuróticos brasileiros, não têm como extravasar seus instintos ou impulsos animais com ingênuos e inofensivos divertimentos e acabam assim matando meninos em escolas públicas com metralhadoras Uzis, um fenômeno ainda desconhecido no Brasil.
 
Nota da redação : O endereço eletrônico do jornalista Mario Giudicelli no Brasil

 


 
 
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