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Uma Forma Científica Para Que As Mulheres Possam Lidar Melhor Com Os Homens

Professor Mario Giudicelli - BRASIL e USA

Consultor

 

 

 Primeira parte : A visão científica da sexualidade
 
                                      Texto de Mário Giudicelli
 
 
                        Conquanto tenha realizado a partir de 1973 na África Serenjeti ) e nos Estados Unidos diversos e prolongados trabalhos de pesquisa sobre o relacionamento macho-fêmea em numerosas espécies animais e no caso norte-americano particularmente sobre os seres humanos, as inúmeras aulas, palestras, conferências e mesmo meu livro sobre o assunto , tudo foi muito dificultado pela desastrosa circunstância de que os desvios de normalidade social no campo do sexo nos Estados Unidos são espantosamente intensos e profundos. Em outras palavras, a despeito da grande democracia e da liberdade nesse país, a sexualidade americana de certo modo muito se aproxima das anormalidades humanas em países tais como o Irã ou a Arábia Saudita e isso porque a conhecida ética puritano protestante criou tal sorte de fetiches e absurdos sociais, que o comportamento sexual se torna muito difícil de ser analisado com propriedade.
                        Contudo, nestas minhas recentes visitas mais prolongadas ao Brasil e estando a caminho de minha completa aposentadoria, tenho tido nestes últimos três anos muito mais tempo para realizar uma detalhada pesquisa, que tem sido bastante mais completa e menos dificultosa, graças à curiosa circunstância de que o Brasil, por não ter sido civilizado e desenvolvido nos moldes da dominante protestante democracia americana, existe aqui um ambiente mais próximo do normal e mais aberto. Sem dúvida que aqui as aberrações da atuação animal do ser humano também exibem comportamentos enormemente doentios, entre os quais o machismo brasileiro e a exploração da mulher parecem ser os que mais se destacam. Assim, foi com esse propósito em vista que resolvi trazer para meus comportados e habituais 38 leitores(as) deste jornal algumas constatações científicas no campo do sexo, que certamente deverão dar o que pensar a essas pessoas inteligentes, ou pelo menos servir de entretenimento cultural
 
ALGUNS CONCEITOS A CONSIDERAR CIENTIFICAMENTE
 
                        Devido à natural limitação de espaço de um livro, dividirei os comentários nesta e nas duas próximas crônicas, ao mesmo tempo que procurarei fazer um sumário simples e sem detalhes técnicos do assunto. Dessa forma, e baseando-me apenas nos mais modernos conceitos do estudo da sóciobiologia, farei algumas sumárias afirmações científicas, rogando aos leitores que procurem compreender que não possuo espaço suficiente para esclarecer as numerosas perguntas que o leitor ou leitora inteligente certamente faria. Assim, em essência :
 
1 – Como ponto de partida devemos entender que a natureza não se importa ou se interessa com os sentimentos humanos.
 
2- O ser humano é apenas mais uma espécie animal no planeta, sem nenhuma característica divina. Seu comportamento, como o comportamento de todas as demais espécies vivas é regulado pelas leis da natureza. E tal como diz a curiosa expressão inglesa ( “you cannot fool mother nature”) não é possível tentarmos enganar a natureza. O que temos a fazer é nos despirmos da arrogância humana de julgarmos que somos seres especiais (como se a natureza e/ou o universo nos dessem qualquer importância) e baixar a cabeça para as realidades constáveis, analisáveis e verificáveis pela ciência. E analisar a espécie do “homo sapiens” apenas como um animal, quaisquer que sejam suas características.
 
3 – A circunstância humana de possuir o “homo sapiens” a chamada “inteligência” é apenas um acidente da natureza, como o é o fato de que os pássaros desenvolveram asas, e os leões desenvolveram caninos fortes, no seu processo conhecido como a evolução das espécies. Essa inteligência é o resultado do desenvolvimento ao acaso e acúmulo de células nervosas na região acima do hipotálamo ( que é o centro de comando e defesa do animal em características tais como o território, a fome, o sexo ou a agressão ) e que se chama neo-cortex.
 
4 – Tal como nos demais animais, o hipotálamo reconhece o perigo da morte e procura evitá-lo. Mas devido à presença da inteligência, esse setor do crânio, também chamado de cérebro reptílico, determina a seu irmão siamês (o neo-cortex) que busque uma fórmula não apenas para evitar a morte, mas para igualmente aumentar o prazer físico das demais formas de comportamento (comer, atender de forma mais intensa seu desejo sexual, a propriedade territorial com as guerras, etc). No primeiro caso, o neo cortex, reconhecendo a inevitabilidade da morte, encontrou uma fórmula tolerável e aceitável, como a reincarnação, por exemplo. Essa providência não elimina o natural medo da morte, mas, pelo menos, o atenua. No segundo caso, entretanto (que é o que nos interessa nesta crônica) o macho humano procurou acentuar o “pacote” masculino comum à maioria dos primatas, enquanto que a fêmea, igualmente, buscou no mesmo neo cortex a acentuação de suas características femininas, entre as quais a mais importante mostra ser seu desejo de por os ovos no ninho e chocá-los. Ou, no caso humano, o instinto natural feminino de ter filhos e cuidar da prole.
 
5 – No caso dos machos, sua função é a de “montar” na fêmea e nela introduzir o sêmen que constituirá o meio para a continuidade dessa espécie, qualquer que ela seja. Com esse objetivo, a natureza criou a forte intensidade do prazer sexual, sem o que os animais não seriam levados ou movidos para a fecundação. Devido, entretanto, à enorme variedades de formas e de espécies de animais (e da igual e enorme variedade de meios de condições de sobrevivência desses animais), suas numerosas formas de expressão ou motivação sexual são igualmente incontáveis. Pode-se assim demonstrar, por exemplo, que os machos ( segundo a visão humana de analisar os fatos) são sempre (ou praticamente quase sempre) mais bonitos, mais volumosos, mais chamativos, dominantes, agressivos etc. Por outro lado, em muitas espécies as fêmeas somente estão disponíveis em certos períodos do ano, embora o macho esteja pronto para o sexo a qualquer instante. Vejamos agora como essas regras básicas se aplicam ao ser humano.
 
    O DOMÍNIO CULTURAL DO MACHO SOBRE A FÊMEA
 
                        Servindo como obediente fiel ao predominante hipotálamo mais acima, o neo cortex humano utiliza toda sua capacidade de inteligência para melhor atender aos comandos exigidos por esse cérebro reptílico. Como esse comando é o de “montar”, tal impulso se apresenta, no comportamento masculino humano, de várias formas culturais, que embora acobertadas pelo manto da inteligência, exibem seu natural instinto animal de domínio do macho sobre a fêmea. Exemplos desse domínio são facilmente observáveis : Deus é sempre homem. Os salários são sempre menores para as mulheres. As leis sociais defendem o homem no caso do estupro, assim como nos próprios livros religiosos a mulher é sempre apresentada como a pecadora e a que leva Adão (o macho) ao pecado, por induzí-lo a comer o fruto proibido. Nos países árabes a mulher não tem direitos. Se apanhada em adultério pode ser morta ou ter seus pulsos cortados. Nessas mesmas regiões seu clítoris é amputado para que, (absurdamente), “não tenha prazer sexual”  e possa ser assim negociada pelos pais quando de sua venda para um potencial marido que a cobice. Nos séculos XVII e XVIII, nos Estados Unidos protestante e puritano numerosas foram as mulheres condenadas à fogueira, por terem sido acusadas de ter ficado grávidas do demônio. E por ai afora.
                        No século XX, entretanto, com o desenvolvimento da ciência e da tecnologia (como no caso da pílula anti concepcional) ou das liberdade democráticas, com o resultante direito dado às mulheres de obterem instrução escolar, conforme ocorre nos Estados Unidos, o papel da mulher modificou-se acentuadamente, dando a esta maiores direitos. Contudo, a despeito do inevitável progresso da tecnologia e da ciência, as forças machistas religiosas sempre se empenharam a fundo para negar à mulher o direito sobre seu próprio corpo. E esta, por ser “montada”, não é levada geralmente a tentar mudar tal característica genética (sobre isso, mais adiante).
 Segundo declarou um assistente do próprio presidente Bush,(pai), numa conferência de cientistas americanos em Atlanta, na década de 80 (onde atuei como intérprete simultâneo para cientistas estrangeiros) os Estados Unidos haviam caído do primeiro para o oitavo lugar no mundo no campo da ciência e isso era inteiramente devido ao esforço dos fundamentalistas protestantes norte-americanos, que gastavam enormes fortunas para impedir que as teorias darwinistas fossem ensinadas nas escolas públicas estatais (essas teorias científicas continuam proibidas em muitas das escolas religiosas particulares nos Estados Unidos).
                        Tais preconceitos, dificuldades, leis e obstáculos legais sempre subjugaram a mulher ao homem através dos séculos e tudo porque o neo-cortex inventava todas as formas para, em termos culturais, reforçar o princípio básico da natureza contido no hipotálamo, de que o homem montava e a mulher era montada. Mas o que ocorreu inesperadamente com o advento da ciência, da educação escolar e da garantia de direitos democráticos, foi que a mulher, ainda que conservando seus naturais instintos de se “deixar montar”, deu-se eventualmente conta de que existiam outros caminhos, outras formas de atuar e sendo a ciência neutra em relação ao conhecimento, com o decorrer do tempo começaram a surgir homens e mulheres que, utilizando separadamente a inteligência, abriam campo para uma nova visão da sexualidade humana, onde certas interessantes e novas características pareciam demonstrar que, de alguma maneira, possivelmente pudesse a débil inteligência “enganar” os comandos do poderoso mas estúpido cérebro reptílico, com novas sugestões e idéias científicas que talvez pudessem ser executadas, sem que realmente ocorresse uma espécie de “rompimento” das leis da natureza, circunstância impossível de ocorrer.
 
            LEIS SOCIAIS DE ACORDO COM OS INSTINTOS
 
                        Todo o comportamento social do “homo sapiens” é, em essência, apenas uma forma cultural de expressar os instintos animais. Dessa forma, todas as convenções relacionadas com sexualidade exibem acobertada ou claramente as determinações do cérebro reptílico, ainda que disfarçadas pela ação do neo-cortex. Quando as autoridades muçulmanas impõem o “chaddor” cobrindo todo o corpo da mulher, esse propósito é simplesmente uma manifestação machista do homem árabe, que visa impedir que a mulher possa exibir sua personalidade, sua sexualidade livre ou mesmo sua livre movimentação. Quando uma sociedade exige que a mulher permaneça virgem até o casamento, o propósito é o de garantir ao macho a convicção animal de que sua nova mulher só pertenceu a ele e a nenhum outro homem. Da mesma forma o homem nunca tolera que outro homem se aproxime de sua mulher com intenções de possuí-la. (Um fenômeno que pode bem ser observado entre os cachorros machos, quando uma fêmea no cio está disponível e próxima). Essas e centenas de outras restrições no comportamento da mulher, exibem uma forma cultural de ‘montar” por parte do homem. No casamento, igualmente, as leis sociais têm permitido em numerosas sociedades que o homem possua várias esposas ( como no caso das sociedades muçulmanas,) embora esse igual e recíproco direito seja inaceitável para a mulher e completamente vetado pelos machos dominantes. Mas, por outro lado, se o homem inventa roupas que procuram esconder as formas femininas, estas, em última análise, acabam por adotar uma série variada de procedimentos ao produzir idêntica atração em relação a outros machos e isto porque o neo-cortex acaba por transmitir novas idéias eróticas praticamente do nada, deixando tudo à imaginação  (que acaba por igualmente criar resultados iguais de atração e erotismo). O desenvolvimento da sóciobiologia veio permitir o estudo das novas formas que os seres humanos poderiam adotar em relação à sexualidade e são essas idéias que veremos na próxima crônica e que certamente irão surpreender os leitores.
 
Nota da Redação : Os leitores que desejarem enviar suas opiniões sobre este artigo e os outros dois que se seguem, poderão fazê-lo enviando sua correspondência eletrônica para < eric@gnet.com.br>
 
 
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                                               Segunda parte
 
                                               Texto de Mário Giudicelli
 
 
                        Conforme esclareci no artigo anterior, a natureza não se importa com os sentimentos humanos. Expliquei também que todo o nosso comportamento como espécie é regulado pelos comandos originários do hipotálamo. Tal comportamento, que visa a proteção e manutenção e segurança daquela determinada espécie, tem a mesma origem das causas que fixam o tamanho de nossos dentes ou porque os leões desenvolveram os caninos e asas nas aves, isto é, o processo natural da vida no planeta é guiado por acontecimentos ao acaso, pelo clima, pela condição geográfica, pela ausência ou abundância de alimentos e etc.
            No caso do homo sapiens e contrariamente do que a visão greco-romana-cristã-judio-ocidental estabeleceu através de algumas centenas de anos , o homo sapiens, ao desenvolver a inteligência na região do cérebro conhecida como neo-cortex de nenhuma maneira tem ou jamais teve condições de suplantar, comandar ou dominar a ação do cérebro reptílico, ou hipotálamo. Ao contrário, é o cérebro reptílico que se utiliza da inteligência para reafirmar seus comandos e seu poder sobre o corpo humano. Um dos corolários dessa realidade é que a fêmea humana, naturalmente, tende a comportar-se como fêmea e não como um macho dominante, isto é, ela continua adotando a postura de “deixar-se montar”, inclusive dentro da capa cultural humana. Esse “domínio” masculino pode ser observado a toda hora : a mulher sempre recebe menos salário que o homem; dela é exigida a virgindade; Deus é sempre homem em todas as religiões e o estupro é geralmente sempre considerado como uma provocação feminina, nunca uma ação de brutalidade do homem e por ai afora. Outro corolário pôde ser observado no caso da luta nos Estados Unidos pela adoção de uma emenda constitucional, denominada de “Equal Rights Amendment ( Emenda dos Direitos Iguais) uma proposta de lei lançada por grandes intelectuais homens norte-americanos, que no entanto foi derrotada graças à ação não de homem de grande intelecto e grandeza, mas de uma mulher, a Sra. Phyllis Schlafly, que em última analise afirmava que o papel da mulher era o de ser mãe, de permanecer no lar e obedecer ao marido. Em outras palavras, seu lugar era na cozinha e não pretender dividir o poder com os homens.
 
            A EDUCAÇÃO SOCIAL ANTI-DIREITOS FEMININOS
 
                        O controle masculino e o domínio do homem sobre a mulher chega a um tal ponto., isto é, a máscara cultural criada pelo macho humano chegou a um tal nível, que hoje se torna extremamente difícil transmitir à mulher uma visão diferente de tudo aquilo a que foi condicionada e em muitos casos – possivelmente entre a absoluta maioria das mulheres – repelem elas qualquer novo comportamento social que as possa levar a não apenas ter os mesmos direitos que o homem, mas sequer receber informações de que suas condições podem ser mudadas para melhor. Vejam meus 38 leitores este curioso exemplo:
                        Realizando em 1980 uma pesquisa na universidade de Connecticut e com a colaboração de entidades sociais brasileiras , distribui para 120 mulheres norte-americanas de um determinado nível sócio-econômico e 108 mulheres brasileiras nas mesmas condições, uma espécie de pesquisa ( que elas poderiam responder anônimamente) que perguntava o seguinte : você ganhou de presente num concurso popular uma passagem aérea e permanência de uma semana no hotel Plaza Athenée em Paris ( ou no Plaza de New York ou qualquer outro hotel de luxo). Ao entrar em seu quarto ( que está com as luzes apagadas ) você constata que de sua janela vê-se a pouca distância um belo homem num outro quarto (onde as luzes estão todas acesas) e ele está completamente despido e visivelmente excitado sexualmente. No escuro do seu quarto, você :
 
a) – não acende as luzes e masturba-se olhando para o belo exemplar masculino ou
 
 b) acende a luz de seu quarto, despe-se e começa a caminhar pelo quarto para que ele a veja e ele sim que se masturbe, excitado com aquela bela visão feminina.
                        Ora, em condições normais, um homem que esteja sem sexo há uma semana e que seja perfeitamente saudável muito certamente se masturbará. Raro seria o caso de que ele adotasse a postura “b”. No entanto, na pesquisa feita com as mulheres, das 228 analisadas apenas 15 afirmaram que se masturbariam e isto porque praticamente todas insistiram que acenderiam as luzes e passeariam nuas pelo quarto fingindo não perceber que estavam sendo observadas, porque preferiam excitar o homem e deixar que ele as vissem. Essa constatação confirma o fato de que a fêmea não aceita a idéia de tomar a iniciativa de satisfazer-se sexualmente, isto é, de usar o corpo do homem para seu prazer sexual e sim deixar a este que tome a iniciativa de procurá-la sexualmente. Em outras palavras, mesmo dispondo da inteligência, essa característica humana única é usada pelo hipotálamo, que usa tal inteligência para reafirmar-se, isto é, para fazer com que a mulher continue preferindo “ser montada”. E essa é precisamente a “inclinação” da fêmea que, em termos culturais vai permitir que ela sofra as condições sociais relatadas neste e no artigo anterior, quando a mulher sempre sofre grandes desvantagens no seu relacionamento com o homem na sociedade do “homo sapiens”.
 
            A ESTRUTURA SOCIAL MACHISTA E AS RELIGIÕES
 
                        Sendo o homem predominante em todas as eras e em todas as “civilizações”, dele também partiu a maior conscientização da idéia do temor da morte e a esperança da ressurreição. Suas primeiras manifestações podem ser observadas em pinturas de deuses imaginários em cavernas antigas, da mesma forma que nas tribos primitivas ali também nota-se o desenvolvimento de figuras superiores e imaginárias que representam divindades destinadas a salvar o homem da morte. Hoje existem centenas de religiões e mitos espalhados pelo mundo, mas em todas claramente se observa a manifestação predominantemente machista. Esse foi o caso, por exemplo e para mencionar apenas um., do caso das bruxas queimadas no estado de Massachusetts, isto é, mulheres que tinham contato sexual com o demônio. Na Idade Média milhares de mulheres grávidas eram também queimadas em praça pública. Mesmo no caso da rainha egípcia Hatshepsut, posteriormente considerada como deusa, vê-se nos templos em Abu Simbel ao sul do Egito, que esta não podendo alterar seu sexo, alterou a gramática, de modo que as frases de seu túmulo sempre a indicam como pronome
 masculino ( Hatshepsut é bom, Hatshepsut é generoso, etc etc.).
           
                        Mas, tal com tinha forçosamente que acontecer, essa religião masculina trazia um imprint claro de objeto de exploração e domínio do homem sobre a mulher, uma dolorosa canga sobre o pescoço das mulheres que estas aceitam até mesmo com submissão, senão prazer. Prova-o o fato de que jamais ocorre a uma mulher, por mais feminina ou consciente de seus direitos, a idéia de contestar que Deus seja homem. Essa religião, por outro lado, continua a conservar até hoje um grande poder do qual os homens fazem extenso uso, a começar pela política do Vaticano de impedir que a mulher tenha direito de dispor de seu corpo, ou de receber um salário igual ao homem.
 
                        AS TRISTES CONCLUSÕES CIENTÍFICAS
 
                        Numa conversa entre amigos realizada em New York em 1982, da qual tive a honra de participar, o Professor Robert Ardrey (professor d sóciobiologia e autor de vários livros entre os quais se acham os conhecidos “O Imperativo Territorial” e o “Social Contract”), o Dr. Konrad Lorenz, prêmio Nobel e ex-diretor do Institute Max Plank de comportamento de Berlin e o Dr. Desmond Morris, ex-diretor do Jardim Zoológico de Londres e autor dos livros “O Macaco Nu”e o “O Jardim Zoológico Humano , chegamos à triste conclusão de que todos os dados científicos parecem corretamente confirmar que o homo sapiens é uma espécie condenada ao desaparecimento. Com efeito, não haveria porque ser de forma diferente. De 100 porcento de todas as espécies que existiram ou que ainda existem, 94% já desapareceram. Não existe nenhuma razão para supormos que não seguiremos o mesmo caminho. Raras são as espécies que sobrevivem mais de 200 milhões de anos - um segundo na história da vida neste planeta ( como é o caso dos crocodilos, por exemplo). A maioria simplesmente não soube ou não teve condições para permanecer viva em sua luta pela sobrevivência.
Da mesma forma, aplicando-se o mesmo conceito ao tema que estamos explorando neste artigo para entretenimento do leitor, nossa conclusão é que de que, a despeito de toda a brilhante capacidade de inteligência do homo sapiens, não sabemos ou não podemos dominar o hipotálamo com o uso de nosso neo-cortex, sede da inteligência humana. Consequentemente e a despeito das fantásticas invenções do homem ( como atingir a lua) e de algum desenvolvimento social   (como, por exemplo, a eliminação do canibalismo) não acreditamos que a mulher, qualquer que seja a sociedade em que viva, jamais poderá livrar-se dos grilhões de opressão e domínio masculino e isto porque seu hipotálamo comanda e continuará a comandar sempre que ela tem que passivamente aceitar a condição genética do desejo de preferir ser montada. E quando tal instinto animal é aplicado sob o comando do hipotálamo e desenhado pelo neo cortex, as igrejas continuarão sempre cheias de mulheres que adorarão um homem sob o nome de Deus, da mesma forma que continuarão a passivamente submeter-se a salários menores, a aceitarem que são responsáveis pelo estupro. Ou de que as meninas devem ter seu clítoris cortados pelos muçulmanos.. E essa é uma determinação genética que se aplica a todas as fêmeas e que nenhum homem e nenhum deus poderá modificar.
 

 


 
 
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